Richard Drew/AP
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Mercado internacional tem dia de recuperação, com Nova York e Europa em alta

Além das duas Bolsas, os contratos de petróleo também registraram altas de até 1,3%; já os índices asiáticos fecharam em queda, precificando o avanço da covid

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2021 | 17h15

As Bolsas de Nova York e da Europa, assim como os contratos de petróleo, tiveram um dia de recuperação nesta terça-feira, 20, revertendo parte das perdas do pregão anterior, causadas pelo temor com o avanço da variante Delta do coronavírus. Na Ásia, no entanto, a tensão com a nova cepa que atingiu os ativos ontem foi precificada apenas hoje.

Na política monetária, o Banco do Povo da China (PBoC, o banco central chinês) manteve na noite de ontem as taxas de juros de referência para empréstimos de curto e longo prazos, conhecidas como LPRs. A maioria dos analistas esperava a manutenção das taxas de juros, mas alguns como os do Barclays não descartavam um corte.

A medida reforça a sensação de desaceleração do crescimento chinês e deixa os especialistas esperando por mais medidas de estímulos, principalmente após o Produto Interno Bruto (PIB) da China crescer 7,9% no segundo trimestre, resultado que veio em linha com o esperado, mas abaixo dos níveis de crescimento registrados pelo país no ano passado. Vale lembrar que há duas semanas, o PBoC anunciou uma redução do compulsório bancário.

Na agenda de indicadores, o índice de construções de novas moradias dos Estados Unidos registrou alta de 6,3% em junho ante maio, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 1,643 milhão de unidades. A leitura superou a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que esperavam alta de 1,1%, e também foi vista como mais um sinal de recuperação da maior economia do mundo.

Já na Alemanha, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) de junho do país subiu 1,3% ante maio e 8,5% no confronto anual. De acordo com o Commerzbank, o resultado foi puxado pelos gargalos na cadeia de produtos intermediários, principalmente do setor de energia.

Bolsas de Nova York

Os índices do mercado americano fecharam em alta hoje, com Dow Jones e S&P 500 avançando 1,62% e 1,52% cada - ontem, o primeiro atingiu seu pior nível desde outubro de 2020. Já o Nasdaq subiu 1,57%, com Amazon em alta, após seu fundador, Jeff Bezos, concluir com sucesso sua primeira viagem espacial.

No entanto, os ganhos do Nasdaq foram afetados hoje pela espera do balanço da Netflix para o segundo trimestre. O resultado da United Airlines também é aguardado.

Bolsas da Europa

Os ganhos do mercado europeu foram sustentados hoje pelo desempenho das ações do setor bancário. A ação do UBS encerrou o dia com variação positiva de 5,32%, enquanto o BNP Paribas subiu 1,89%, Société Generale avançou 1,43% e o Deutsche Bank, 1,92%. O índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, teve ganho de 0,52%

A Bolsa de Londres registrou alta de 0,54%, Paris, de 0,81% e Frankfurt, de 0,55%. Os índices de Milão, Madri e Lisboa avançaram 0,59%, 0,68% e 0,11%.

Bolsas da Ásia

Os mercados asiáticos caíram, de olho no avanço da covid. Na China o clima foi misto, com Xangai em queda de 0,1% e Shenzhen em alta de 0,2%. Já Hong Kong recuou 0,8%, Tóquio caiu 1,0% e Seul cedeu 0,3%.

O temor com o avanço da variante Delta atingiu também a Oceania, principalmente com Sydney endurecendo algumas das medidas de isolamento. A Bolsa australiana caiu 0,46% hoje.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, mas recuperaram apenas modestamente as perdas acentuadas da sessão anterior. Hoje, o quadro de mais propensão ao risco nos mercados em geral apoiou as compras, embora a variante Delta siga como uma incerteza para o ritmo da retomada global.

O petróleo WTI para setembro fechou em alta de 1,28%, em US$ 67,20 o barril, e o Brent para o mesmo mês subiu 1,06%, a US$ 69,35 o barril. Ontem, os contratos caíram mais de 7%. O movimento ajudou as ações de petroleiras, com destaque para a alta de 3,47% da Royal Dutch Shell, após ceder mais de 6% no pregão anterior. ExxonMobil subiu 1,16%. /MAIARA SANTIAGO, IANDER PORCELLA, GABRIEL CALDEIRA E GABRIEL BUENO DA COSTA

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