Mercado potencial para avião militar da Embraer é de 700 aeronaves

O vice-presidente da Embraer para o mercado de defesa e governo, Luiz Carlos Aguiar, disse que os estudos para o desenvolvimento do avião militar C-390 apontam que o mercado potencial é de 700 aeronaves para 77 países. A análise exclui países que já fizeram opções por outros jatos ou programas de modernização, como Estados Unidos, Rússia e Ucrânia."Estamos avaliando o mercado de reposição, não haverá aumento de demanda por aviões de transporte militar à vista", disse Aguiar em entrevista à imprensa esta manhã, no Riocentro, onde acontece até amanhã a LAAD (Latin America Aero & Defence).Segundo ele, nos próximos três a quatro anos a demanda por reposição deverá crescer com o envelhecimento da frota. Os aviões concorrentes ao que a Embraer vai lançar, disponíveis no mercado hoje, segundo Aguiar, têm preços entre US$ 35 milhões e US$ 120 milhões para transporte, respectivamente, de 37 toneladas a 10 toneladas de carga. Outra concorrência importante, segundo ele, está na modernização de aeronaves, cujos preços estão abaixo dos praticados no mercado de reposição. O C-390 da Embraer tem preço estimado de US$ 50 milhões.Aguiar disse que a empresa quer atrair investidores de risco para o projeto. "É necessário fazer essa comunicação gradual ao mercado, para que parceiros e clientes potenciais tenham conhecimento da iniciativa", disse. Ele informou que a atração de investidores ainda está em fase preliminar. "Temos indicações claras e transparentes de que esse programa é atrativo, inclusive para atrair investidores de risco que vão somar à Embraer no projeto", disse.O avião militar C-390 da Embraer poderá entrar em operação a partir de 2011, segundo o vice-presidente. Ele explicou que, "assim que estiver montada a estrutura de funding, esperamos fazer o desenvolvimento do projeto em quatro anos e o avião estaria em operação em 2011 e 2012". O prazo esperado coincide com a análise da empresa que, em três a quatro anos, aumentará a demanda por reposição de aviões militares no mercado mundial.Segundo Aguiar, hoje o mercado militar responde por 6% da receita da Embraer e não há um objetivo determinado para aumento dessa fatia com o desenvolvimento da nova aeronave. "Não sabemos para quanto (a aeronave) poderá elevar a participação (na receita), mas sem sombra de dúvida há uma tendência desse tipo", disse.Aguiar não quis adiantar qual é o investimento da Embraer no desenvolvimento do C-390, com o argumento de que seria "precipitado", já que o projeto está em fase preliminar na empresa. Ele está confiante na atração de investidores e clientes e disse que já foram iniciadas conversas com alguns países potenciais em parcerias, mas não quis adiantar quais são eles.

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