Mercado prevê PIB de 0,19% em 2014 após resultado da economia no 3º tri

Analistas consultados pelo Banco Central na pesquisa Focus também projetam inflação mais alta no fim do ano, de 6,43%

Celia Froufe, O Estado de S. Paulo

01 Dezembro 2014 | 09h46

BRASÍLIA -  Depois da divulgação pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que o País cresceu 0,1% no terceiro trimestre do ano, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 passaram de 0,20% para 0,19% no Relatório de Mercado Focus.

O documento, divulgado nesta segunda-feira, 1º, pelo Banco Central, revela que há um mês a expectativa para o crescimento do País estava em 0,24%. A perspectiva dos analistas de que haverá retomada da atividade no ano, mas com menor força, já que a taxa passou de 0,80% da semana anterior para 0,77% agora. Quatro semanas antes, porém, a projeção para 2015 estava em 1,00%.

A produção industrial segue como o principal setor responsável pelas previsões para o PIB deste e do ano que vem. No boletim Focus, a mediana das estimativas do mercado para o setor manufatureiro revela uma expectativa de queda de 2,26% este ano - levemente menor do que a da semana passada (-2,30%) . Há quatro semanas, estava em -2,17%. Para 2015, o crescimento desse segmento deve ser de 1,13% ante 1,30% do levantamento anterior e de 1,42% de um mês atrás.

Inflação. Com a proximidade do fim do ano, analistas fazem ajustes mais finos para as estimativas de inflação no Relatório de Mercado Focus. Para o IPCA de 2014, a mediana das projeções ficou parada em 6,43%. Há um mês, a taxa estava em 6,45%. Para 2015, a mediana das previsões foi alterada de 6,45% para 6,49% ante 6,32% de quatro semanas atrás.

Para o curto prazo, a taxa para novembro foi calibrada de 0,60% para 0,59%. Já a de dezembro foi alterada de 0,73% para 0,74%. Um mês antes, essas taxas estavam, respectivamente, em 0,57% e 0,66%.

Contas públicas. Os economistas também ajustaram suas estimativas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor bruto e o PIB. Para 2014, a mediana passou de 35,85% da semana passada para 36,00% agora - estava em 35,25% um mês atrás. Já para 2015, a mediana das previsões saiu de 36,00% para 36,20%. Quatro semanas antes estava em 35,80%.

Juros. A dois dias da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, o mercado manteve a estimativa de que a Selic subirá mais 0,25 ponto porcentual em dezembro. De acordo com o Relatório de Mercado Focus, a mediana das previsões para a taxa básica de juros ao final do ano continuou em 11,50% ao ano. Com isso, a Selic média deste ano também segue em 11,00% ao ano. Há um mês, a taxa fechada para este ano estava em 11,00% na Focus e a média, em 10,94%.

A estabilidade das projeções ocorreu mesmo depois das sinalizações recentes dos porta-vozes da instituição. O presidente do BC, Alexandre Tombini, quando foi confirmado à frente do cargo no próximo governo de Dilma Rousseff, repetiu que, devido o atual cenário para a inflação o BC se manterá "especialmente vigilante". Dias antes, em Florianópolis, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton, afirmou que o Copom poderia recalibrar o aperto monetário caso considerasse oportuno.

Para o final do ano que vem, a mediana das projeções também seguiu em 12,00%, mesmo patamar da semana passada e de um mês atrás. A Selic média de 2015, porém, subiu de 11,97% ao ano para 12,17%. Quatro semanas atrás estava em 11,91%. 

Câmbio. A pesquisa do Banco Central mostrou poucas mudanças nas estimativas para o câmbio. A mediana das projeções para o dólar no fim de dezembro de 2014 foi mantida em R$ 2,55 - há um mês, estava em R$ 2,45. Já para 2015, a cotação subiu de R$ 2,65 para R$ 2,67 de uma semana para outra - um mês antes estava em R$ 2,55.

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