Mercado prevê queda de juros e inflação no ano

O mercado financeiro reduziu novamente sua expectativa de inflação e passou a projetar uma variação de 4,47% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano, ante 4,5% da semana passada, segundo divulgou hoje o Banco Central por meio da Pesquisa Focus feita entre instituições financeiras e empresas de consultoria. Com esta redução, as estimativas de IPCA para 2006 passaram a ficar abaixo da meta oficial de 4,5%, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2007, as previsões de inflação continuaram estáveis em 4,50% pela 34ª semana consecutiva. As projeções do mercado financeiro para abril recuaram de 0,35% para 0,32%, depois de oito semanas de estabilidade. Para maio, as previsões de IPCA, divulgadas pela primeira vez, ficaram em 0,25%. As estimativas para o reajuste dos preços administrados em 2006 não mudaram e prosseguiram em 4,50% pela terceira semana seguida. Para 2007, as projeções de aumento dos administrados também não mudaram e permaneceram em 4,10%. Selic As projeções para a taxa básica de juros (Selic) neste mês continuaram estáveis em 15,75%. O porcentual embute uma expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) venha a cortar os juros em 0,75 ponto porcentual na reunião da próxima semana. Para o final do ano, as previsões de juros caíram de 14,13% para 14%. Foi a quarta queda consecutiva das estimativas. As expectativas de taxa média de juros para este ano, por sua vez, recuaram de 15,28% para 15,19%. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 15,46%. Para o final de 2007, as previsões de taxa de juros não foram alteradas pela 13% semana seguida. As projeções de taxa média de juros para o próximo ano também não mudaram e continuaram em 13,60%. Câmbio O levantamento do BC aponta que as estimativas de mercado para a taxa de câmbio no final deste mês registraram queda de R$ 2,15 para R$ 2,14. Apesar do recuo, a cotação esperada ainda é maior que os R$ 2,12 previstos antes do salto para os R$ 2,15 na pesquisa divulgada na semana passada. Para o fim de maio, as previsões de câmbio divulgadas pela primeira vez ficaram em R$ 2,14. As estimativas de câmbio para o final do ano, por sua vez, não se alteraram e prosseguiram em R$ 2,20 pela quarta semana seguida. As previsões para a taxa média de câmbio neste ano também não mudaram e continuaram em R$ 2,18 pela terceira semana consecutiva. As previsões de câmbio para o final de 2007 subiram, na mesma pesquisa, de R$ 2,34 para R$ 2,35. A elevação ocorreu após duas semanas consecutivas de quedas destas previsões, que estavam em R$ 2,40 há quatro semanas. As expectativas de taxa média de câmbio para o próximo ano, em contrapartida, ficaram estáveis em R$ 2,28. Há quatro semanas, estas previsões estavam em R$ 2,31. Dívida líquida As projeções de mercado para a dívida líquida do setor público em 2007 subiram de 49% para 49,05% do Produto Interno Bruto (PIB). A alteração ocorreu após quatro semanas consecutivas de estabilidade destas previsões. Para este ano, as estimativas de mercado para a dívida líquida continuaram estáveis em 50,50% do PIB pela sexta semana seguida. As estimativas de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007 subiram de 3,60% para 3,70%. As previsões de aumento da produção da industrial no próximo ano, em contrapartida, ficaram estáveis em 4,50%. Para 2006, as expectativas de crescimento do PIB continuaram estáveis em 3,50% pela 49º semana consecutiva. Apesar dessa estabilidade o porcentual esperado é menor que os 4% estimados pelo próprio BC. As previsões de crescimento da produção industrial neste ano, em contrapartida, subiram de 4,27% para 4,33%. Esta foi a quarta alta seguida destas estimativas, que estavam em 4,10% há quatro semanas atrás. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a previsão de crescimento em 2007 subiu de 3,60% para 3,70% em pesquisa semanal do Banco Central (BC) divulgada há pouco. Com a alta, as previsões voltaram ao mesmo patamar esperado quatro semanas atrás. As estimativas de aumento da produção da industrial em 2007, em contrapartida, ficaram inalteradas em 4,50%. Para 2007, as expectativas de crescimento do PIB continuaram estáveis em 3,50% pela 49º semana consecutiva. Apesar de estável, o porcentual esperado é menor que os 4% estimados pelo próprio BC. As previsões de crescimento da produção industrial neste ano, em contrapartida, subiram de 4,27% para 4,33%. Esta foi a quarta alta seguida destas estimativas, que estavam em 4,10% há quatro semanas atrás. As projeções de mercado para o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) em 2007 caíram de US$ 16,75 bilhões para US$ 16,40 bilhões. Apesar da queda, o valor esperado ainda é maior do que os US$ 16,30 bilhões estimados há quatro semanas. Para este ano, as previsões de fluxo de IED continuaram estáveis em US$ 15,06 bilhões. O valor, entretanto, é menor que os US$ 18 bilhões esperados pelo próprio BC Superávit primário As projeções de mercado para o superávit em conta corrente de 2007 avançaram de US$ 4,39 bilhões para US$ 4,50 bilhões. A alta, entretanto, não foi suficiente para anular a queda da semana passada, quando as previsões de superávit em conta corrente no recuaram de US$ 4,62 bilhões para US$ 4,39 bilhões. Balança Mesmo com a elevação, as estimativas de superávit da balança comercial em 2007 ficaram inalteradas em US$ 35 bilhões. Para 2006, as previsões de superávit em conta corrente continuaram estáveis em US$ 9 bilhões pela oitava semana consecutiva. As expectativas de superávit da balança comercial neste ano também não mudaram e prosseguiram em US$ 40 bilhões pela nona semana seguida.

Agencia Estado,

10 Abril 2006 | 10h17

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