Mercado se anima com resultado do 1º turno das eleições e dólar fecha em queda de 1,78%

Mercado se anima com resultado do 1º turno das eleições e dólar fecha em queda de 1,78%

Moeda fechou cotada a R$ 2,429, na esteira da surpreendente arrancada do candidato Aécio Neves

Ana Luísa Westphalen, Luci Ribeiro e Denise Abarca, O Estado de S. Paulo

06 de outubro de 2014 | 09h36

(Atualizado às 1705)

Após operar em forte queda na parte da manhã, o dólar reduziu o ímpeto à tarde, passando a renovar as máximas em meio a ajustes técnicos. Mas, de maneira geral, o quadro da eleição presidencial com Aécio Neves (PSDB) no segundo turno e a tendência de baixa que prevaleceu no exterior foram as principais razões para o declínio da moeda nesta segunda-feira. O dólar à vista no balcão terminou em R$ 2,4290 (-1,78%), com giro de cerca de US$ 1,3 bilhão.

O dólar à vista no mercado local começou o dia reagindo fortemente ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial, batendo a mínima de R$ 2,372 (-4,08%) no balcão logo na abertura dos negócios. Na esteira da valorização de 2,44% acumulada pela moeda na semana passada, a passagem de Aécio Neves (PSDB) para disputar o segundo turno contra Dilma Rousseff (PT) foi celebrada pelos investidores, que também tentaram, em alguma medida, antecipar um possível apoio da candidata Marina Silva (PSB) ao tucano na etapa decisiva do pleito, após suas declarações ontem, de que o que o Brasil "não quer mais o que está aí". A ex-senadora, contudo, ainda não se posicionou oficialmente a respeito de alianças no segundo turno.

Com 100% das urnas apuradas, a candidata do PT, Dilma Rousseff, teve 43.267.668 de votos (41,59%), Aécio Neves do PSDB recebeu 34.897.211 (33,55%) e Marina Silva, do PSB, 22.176.619 (21,32%).

No período da tarde, contudo, movimentos técnicos reduziram o declínio do dólar, tanto no balcão quanto no segmento futuro. Operadores relataram que o tombo de mais de 4% das cotações pela manhã atraiu, à tarde, operações de recompra da moeda (day trade). Com isso, a partir das 15 horas o dólar passou a renovar as máximas, atingindo o maior patamar da sessão, R$ 2,4300 (-1,74%).

No mercado global, o dólar também operou em baixa ante as chamadas moedas fortes, como o euro e o iene, e também em relação às moedas de países emergentes. A pressão de queda foi atribuída a realização de lucros, após o avanço do dólar na sexta-feira em reação aos dados do payroll norte-americano, e antes da divulgação da ata do Federal Reserve na próxima quarta-feira.

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