Mercados da Europa fecham sem direção única

As bolsas da Europa encerraram a sexta-feira, 19, sem direção única, com a vitória do "não" no referendo de independência na Escócia tendo efeito limitado sobre as operações. O resultado já vinha sendo indicado pelas pesquisas de opinião, que na quinta-feira, 18, garantiram avanços nos mercados acionários europeus. Nesta sessão, os investidores se voltaram também para fatores domésticos.

FRANCINE DE LORENZO, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Estadão Conteúdo

19 de setembro de 2014 | 14h25

Na França, os rumores de que a agência de classificação de risco Moody''s poderia rebaixar o rating do país levou o índice CAC-40, da Bolsa de Paris, à queda de 0,08%, para 4.461,22 pontos. Reportagem do jornal "L''Opinion" afirmava que o governo francês já havia sido avisado pela agência sobre a possibilidade de rebaixamento da nota, de AA1 para AA2. O Ministério das Finanças francês negou a informação. As ações da Vivendi, que caíram 0,10%, foram destaque neste pregão, devido ao acordo fechado com a espanhola Telefónica para venda da GVT.

As ações da Telefónica subiram 0,90%, na Bolsa de Madri, contribuindo para a alta de 0,10% do Ibex-35, que fechou aos 11.001,90 pontos. Negócios entre empresas também movimentaram as operações em Frankfurt. As ações da Siemens caíram 1,45%, diante da expectativa de compra do grupo americano de equipamentos para o setor de petróleo Dresser-Rand, num negócio de bilhões de dólares. A notícia apagou os ganhos da bolsa alemã, que fechou praticamente estável, com o índice DAX subindo 0,01%, para 9.799,26 pontos.

Em Londres, os investidores se mostraram aliviados com a vitória do "sim" no plebiscito escocês. Empresas como os bancos Royal Bank of Scotland (RBS) e Lloyds, que ameaçaram sair da Escócia caso o país se separasse do Reino Unido, se apressaram em avisar que nada mudará em suas operações. As ações do RBS subiram 2,46% e as do Lloyds avançaram 1,25%. Já os papéis da farmacêutica GlaxoSmithKline tiveram valorização de 0,87% depois que a justiça chinesa condenou a empresa a pagar uma multa menor que o previsto pelo crime de pagamento de propina. A companhia foi multada em 297 milhões de libras. O índice FTSE-100 ganhou 0,27%, aos 6.837,92 pontos.

Na Bolsa de Lisboa, o PSI-20 subiu 0,11%, para 5.911,80 pontos e em Milão, o FTSE-MIB caiu 0,84%, para 20.972,35 pontos, fechando na mínima do dia.

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