Mercados da Europa recuam por preocupação com Fed

Investidor manteve cautela à espera da divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos EUA

20 de agosto de 2013 | 13h45

As bolsas europeias fecharam com quedas expressivas, pressionadas pela cautela antes da divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira, 21. Os investidores europeus também já começaram a avaliar qual será o impacto do iminente movimento do Fed sobre os ganhos das empresas da região. Além disso, a afirmação do ministro da Alemanha, Wolfgang Schäuble, de que a Grécia precisará de um terceiro resgate internacional, pesou sobre as ações na Europa.

O índice Stoxx 600 terminou a sessão em baixa de 0,8%, aos 302,25 pontos, o nível de fechamento mais baixo deste mês. "É difícil saber o que o mercado está esperando. Nós tivemos uma forte liquidação na quinta-feira passada depois de um dado bom sobre o mercado de trabalho dos EUA. Qualquer coisa que sugira que a redução dos estímulos começará em breve vai atingir os mercados", comentou Richard Perry, estrategista-chefe da Central Markets.

Em Londres o índice FTSE-100 caiu 0,19%, para 6.453,46 pontos. Glencore Xstrata, que anunciou um prejuízo no primeiro semestre deste ano, recuou 1,6%, enquanto BHP Billiton perdeu 1,7% após informar que seu lucro diminuiu 30% no ano fiscal encerrado em junho. Prudential e Standard Chartered perderam 3,2% e 2,8%, respectivamente, em consequência de preocupações geradas pela fuga de ativos emergentes, que pode prejudicar os lucros das empresas nesses mercados.

A Bolsa de Frankfurt encerrou a sessão com o índice DAX em baixa de 0,79%, aos 8.300,03 pontos. Commerzbank caiu 3,4%, Infineon cedeu 2,7% e HeidelbergCement declinou 2,5%. Na ponta positiva, GSW Immobilien subiu 6,3% depois de receber uma oferta de compra da Deutsche Wohnen, que, por sua vez, caiu 4,7%.

Paris teve queda de 1,35% no índice CAC-40, para 4.028,93 pontos, puxado pelos bancos. Société Générale caiu 2,8%, BNP Paribas declinou 1,5%, Crédit Agricole cedeu 1,7%. ArcelorMittal, que teve a recomendação para suas ações rebaixadas pelo Morgan Stanley, perdeu 3,1%.

As maiores quedas, no entanto, ficaram com as bolsas da chamada periferia da zona do euro - Milão, Madri e Lisboa -, depois das declarações de Schäuble sobre a Grécia. O índice FTSE MIB da Bolsa de Milão teve queda de 1,41%, para 16.999,55 pontos, longe das mínimas da sessão. Ações dos setores industrial e bancário foram as mais prejudicadas, com destaque para Finmeccanica, que caiu 5,2%, Banca Monte dei Paschi di Siena, que cedeu 4,4%, e Medionalum, com -4,3%.

O Ibex-35 caiu 1,79% em Madri, para 8.502,40 pontos, e o PSI-20 recuou 1,77% em Lisboa, para 5.858,85 pontos. Alguns analistas destacaram que o baixo volume de negócios em razão das férias de verão na região ampliaram a volatilidade nas ações. Banco Popular, Banco de Sabadell e Caixabank perderam 4,9%, 4,6% e 4,0%, respectivamente, em Madri, enquanto Galp, EDP e Portugal Telecom cederam entre 1% e 2% em Lisboa. Fonte: Dow Jones Newswires.

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