Mercados da Europa sobem com dados de moradia nos EUA

Índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,15% após anúncio de alta de 13,2% no número de moradias construídas no mês de abril

Leticia Pakulski, da Agência Estado, com informações da Dow Jones Newswires,

16 de maio de 2014 | 14h25

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, 16, em um movimento de recuperação registrado perto do fechamento, diante da surpresa positiva com o dado de construção de moradias nos Estados Unidos. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com alta de 0,15%, aos 338,99 pontos.

Foi menos de uma hora antes do término dos negócios que algumas das maiores bolsas europeias passaram a apontar para cima. Antes disso, os principais mercados acionários do continente ainda repercutiam o resultado abaixo do esperado do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro. Entre os dados de hoje, a confiança do consumidor nos EUA, medida pela Universidade de Michigan, diminuiu na leitura preliminar de maio, mas a influência que prevaleceu sobre as bolsas europeias foi o avanço de 13,2% em construções de moradias em abril.

"O relatório de hoje sobre construção de moradias nos EUA deve ajudar a atenuar as preocupações do FOMC de que a atividade habitacional está se achatando em vez de se recuperar gradualmente, após sucessivos choques adversos de taxas de hipoteca mais elevadas no ano passado e condições climáticas adversas mais recentemente", salientou o Barclays, em nota.

Em Londres, o índice FTSE-100 virou e passou a subir após o dado de habitação norte-americano e encerrou com ganhos de 0,22%, aos 6.855,81 pontos. Mesmo assim as mineradoras foram destaque de baixa no mercado inglês, refletindo a fraqueza recente em metais. Rio Tinto despencou 2,45%, enquanto BHP Billiton caiu 1,46%. Na semana, o índice britânico ganhou 0,61%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em alta de 0,26%, aos 4.456,28 pontos. As ações de empresas de telecomunicação lideraram os ganhos, com investidores especulando que um processo de consolidação no setor está próximo, disse um operador de Paris. As ações da Bouygues tiveram valorização de 4,44%, enquanto as da Orange subiram 1,51%, após notícias de uma possível associação entre as duas empresas. As ações da Renault recuaram 2,39%, pressionadas pela desaceleração das vendas de carros na União Europeia em abril. Na semana, o índice francês caiu 0,47%.

Em Frankfurt, o índice DAX terminou em baixa de 0,28%, aos 9.629,10 pontos. O dado de moradia dos EUA não foi suficiente para inverter a direção do índice, mas contribuiu para reduzir as perdas na bolsa alemã, que foi pressionada pela incerteza sobre a situação na Ucrânia, segundo operadores. Nesta sexta-feira, patrulhas locais formadas por operários forçaram insurgentes pró-Rússia a abandonar prédios do governo que haviam invadido em Mariupol. As patrulhas foram formadas depois que Rinat Akhmetov, o homem mais rico do país, incentivou os trabalhadores de suas fábricas a ajudarem a polícia a restaurar a ordem. As ações da Deutsche Telekom registraram a maior perda, de 4,35%. O Deutsche Borse perdeu 3,91%, enquanto a Lanxess recuou 3,11%. A maior alta foi da RWE, que se valorizou 2,20%. Na semana, o índice alemão ganhou 0,50%.

Os mercados em Madri e Milão, avançaram 1,10% e 1,12%, respectivamente, para 10.478,70 pontos e 20.648,59 pontos, após as pesadas perdas verificadas na sessão anterior. Na semana, acumularam perdas de 0,08% e 3,37%. Em Portugal, o índice PSI 20 avançou 0,12% no dia, para 6897,80 pontos, mas perdeu 5,59% na semana.

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