Mercados de NY devem abrir com recuo por EUA

Cautela em relação a anúncio da decisão do Comitê de Mercado Aberto  do Federal Reserve deve prevalecer

Luciana Antonella Xavier, correspondente da Agência Estado,

20 de junho de 2012 | 10h26

As bolsas em Nova York recuam no pré-mercado nesta quarta-feira, sinalizando uma abertura em baixa, diante da cautela antes do anúncio da decisão do Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed). Às 10h15 horário de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,19%, o S&P 500 tinha queda de 0,14% e o Nasdaq perdia 0,24%.

A expectativa é de que o Fed mantenha por mais tempo a Operação Twist, que é o programa de extensão dos vencimentos de ativos da carteira do banco, uma vez que a economia mostra sinais de fraqueza, especialmente no mercado de trabalho e imobiliário, além do pouco empolgante ímpeto por consumo. A decisão do comitê sai às 13h30 (horário de Brasília), mas o mercado estará muito atento também às projeções para a economia e nível das taxas de juro, que serão divulgadas às 15h, e à coletiva com o presidente do Fed, Ben Bernanke, às 15h15, que poderá dar algum pista se uma terceira rodada de relaxamento quantitativo (QE3, na sigla em inglês) pode estar a caminho.

Na Europa, a expectativa é também de mais relaxamento monetário, a começar pelo Banco Central da Inglaterra (BoE), que na ata da ultima reunião sinalizou que por muito pouco não foi adotada uma rodada de compra de títulos. Aliás, nesta quarta-feira o BOE revelou que foram solicitados pelos bancos US$ 7,86 bilhões da linha de crédito criada recentemente para ajudar o setor.

Às 10h15 (horário de Brasília), o euro subia a US$ 1,2699, de US$ 1,2684 no fim da tarde de ontem. O índice do dólar caía 0,12%, a 81,279. No pré-mercado, as ações da Rio Tinto subiam 1,85%, após notícia de que a companhia investirá US$ 4,2 bilhões em projetos nos negócios de minério de ferro.

As ações do Jefferies Group caíam 6,4%, depois de o banco de investimentos informar que o lucro do segundo trimestre fiscal recuou 21% em relação a um ano atrás. Os papéis da Procter & Gamble perdiam 1,80%, após decepção com corte das estimativas para lucro e vendas para o ano fiscal de 2013.

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