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Richard Drew/AP
Richard Drew/AP

Mercados internacionais despencam com avanço de variante do coronavírus

Segundo a OMS, variante Delta já circula em mais de 111 países; mercado de Nova York registrou queda de até 2%, enquanto o petróleo cedeu mais de 7%

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2021 | 17h30

Os ativos internacionais despencaram nesta segunda-feira, 19, de olho no avanço da pandemia, após a Organização Mundial da Saúde (OMS) revelar que a cepa do coronavírus já circula em mais de 111 países. A Bolsa de Nova York cedeu até 2%, enquanto o petróleo despencou mais de 7%.

Em sessão virtual da OMS, a líder técnica da resposta à pandemia, Maria Van Kerkhove, ressaltou que o número de países com a nova variante pode ser ainda maior, dada a limitação de fazer o sequenciamento do vírus em alguns países. "Estamos buscando entender por que a variante delta é mais transmissível", disse Kerkhove.

O objetivo, segundo ela, é reunir todas as informações sobre a cepa e estudar se precisarão ser feitas mudanças nas orientações da OMS. Outra variante, nomeada lambda e que teve origem no Peru, circula em 30 nações e segue listada como "variante de interesse", disse a epidemiologista.

otimismo em relação à reabertura no verão do hemisfério norte. No entanto, quando olhamos para o resto do ano e observamos como as infecções da variante delta estão aumentando, parte desse otimismo está se dissipando, levantando a questão de para onde iremos a seguir", afirma o analista-chefe de mercado da CMC Markets, ao comentar a queda dos principais mercados acionários hoje.

O temor, ressalta o economista-chefe do ModalMais, Álvaro Bandeira, é que o aumento de temores relacionados à variante Delta de coronavírus leve ao fechamento de atividade em algumas regiões e países do planeta que tentam voltar ao normal. Hoje, o Reino Unido suspendeu as restrições rígidas contra o vírus, como o uso de máscaras e limite para reuniões.

Na Ásia, a Coreia do Sul impôs restrições mais rígidas, enquanto no Japão, os organizadores da Olimpíada de Tóquio informaram que dois atletas testaram positivo para a covid-19. Já no domingo, a Indonésia se tornou o novo epicentro da pandemia.

Bolsas de Nova York

A preocupação ante o avanço da nova cepa atingiu em cheio Nova York, com Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq em quedas de 2,09%, 1,58% e 1,06% cada. O clima político também foi tenso por lá. A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou que os Estados Unidos podem tomar ações adicionais em resposta a ataques cibernéticos da China. Logo cedo, Washington e aliados acusaram formalmente o governo chinês de ter apoiado invasões ao sistema Microsoft Exchange Server.

Bolsas da Europa

O pessimismo atingiu ainda os mercados europeus. O índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, caiu 2,30%, enquanto a Bolsa de Londres cedeu 2,34%, Paris teve queda de 2,54% e Frankfurt recuou 2,62%. Já Milão, Madri e Lisboa despencaram 3,34%, 2,40% e 2,70% cada.

Bolsas da Ásia

Além da preocupação com a covid, o mercado asiático também espera pela decisão do banco central chinês, que sai na noite desta segunda, seguindo o horário local. O índice chinês de Xangai ficou estável, mas Shenzhen cedeu 0,1%. A Bolsa de Hong Kong recuou 1,8%, enquanto a de Seul teve baixa de 1% e a de Tóquio caiu 1,3%.

Na Oceania, a bolsa australiana caiu 0,8%, após um reforço do lockdown no país para conter a onda de infecções por covid-19.

Petróleo

Além do temor com o avanço da covid, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) chegar a um acordo para aumentar a produção de petróleo em 400 mil barris por dia (bpd) a cada mês, a partir de agosto, até que se atinja 2 milhões de bpd no fim do ano. O aumento da oferta preocupa, pois vem em um momento no qual a demanda ainda é afetada pela pandemia.

O JP Morgan, que acredita que o tratado pode trazer mais "disciplina" no fornecimento do petróleo no próximo ano e elevar as previsões do banco sobre os preços. O WTI para setembro fechou em baixa de 7,28%, a US$ 66,35 o barril, enquanto o Brent para setembro, por sua vez, caiu 6,75%, a US$ 68,62 o barril. A decisão afetou ainda as ações de petroleiras. A Royal Dutch Shell teve um dos piores desempenhos do dia, em queda de 6,51%, enquanto a BP recuou 4,72%. /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA, IANDER PORCELLA E ILANA CARDIAL

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