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Courtney Cox/ New York Stock Exchange via AP
Courtney Cox/ New York Stock Exchange via AP

Mercados internacionais fecham em alta, de olho no avanço da inflação nos EUA

Índice de inflação utilizado pelo banco central americano subiu 0,4% em maio ante abril, resultado que veio em linha com o esperado

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2021 | 17h30

Os principais índices do exterior fecharam em alta nesta sexta-feira, 25, com os investidores focados no avanço da inflação nos Estados Unidos e também com o futuro da política monetária dos principais bancos centrais do mundo. Além disso, um indicador positivo da Alemanha também ajudou no bom desempenho do mercado europeu.

Nos EUA, o índice PCE, indicador da inflação utilizado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), subiu 0,4% em maio ante abril.  Na comparação anual, o PCE subiu 3,9% e seu núcleo aumentou 3,4% em maio. Já o núcleo do índice de preços dos gastos com consumo do país teve alta de 0,5% em maio, na comparação com previsão de 0,6%. O resultado veio em linha com o esperado.  "Os dados de hoje foram mais um voto de confiança de que a inflação é um campo transitório", avalia Edward Moya, analista da OANDA .

Hoje, o presidente da distrital de BostonEric Rosengren, reiterou o argumento de que a escalada recente da inflação americana é temporária. "Não acho que a inflação será um problema no ano que vem", disse.  No entanto, alertou para os riscos decorrentes de períodos prolongados de política monetária relaxada. "Temos que pensar nos efeitos colaterais de juros baixos por longo tempo", advertiu.

"Vieram ótimos. Mostram que Jerome Powell, presidente do Fed está certo em ser 'dovish' [pró-juros baixos] e de não querer, por ora, a começar a retirar estímulos. A economia americana está bem, mas não excelente", avalia o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.

Ainda sobre o assunto, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, disse a líderes da União Europeia que estes devem manter incentivos fiscais, alertando contra a retirada prematura dos estímulos, segundo relato colhido pela agência Bloomberg. Lagarde ainda reiterou que a alta recente na inflação é algo temporário, com as pressões subjacentes sobre os preços contidas.

Na agenda de indicadores, na Alemanha, o índice GfK de confiança do consumidor subiu de -6,9 em junho a -0,3 em julho. O resultado superou a previsão de -4 dos analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal.  

Bolsas de Nova York

Além do dado em linha com o esperado da inflação, os investidores também precificaram o pacote de infraestrutura anunciado por pelo presidente Joe Biden. Hoje, a porta-voz da Casa BrancaJen Psaki, afirmou durante uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira que a proposta "não está em risco", mas ponderou que há trabalho pela frente para aprovar a proposta no Congresso. O valor inicial acordado com os republicanos foi de US$ 1,2 trilhão.

Hoje, Dow Jones e S&P 500 subiram 0,70% e 0,33%, com o último batendo recorde de fechamento. O Nasdaq foi na contramão e teve perda marginal de 0,06%, realizando lucros. 

Bolsas da Europa

No continente europeu, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,13%, enquanto a Bolsa de Londres subiu 0,37% e Frankfurt teve ganho de 0,12%. Os índices de Milão, Madri e Lisboa avançaram 0,35%, 0,23% e 0,19% cada.

A única a ir na contramão foi a Bolsa de Paris, que recuou 0,12%. Todos os índices fecharam a semana em alta.

Bolsas da Ásia

O andamento do pacote de infraestrutura proposto por Biden animou o mercado asiático hoje. A Bolsa de Tóquio subiu 0,66%, enquanto a de Hong Kong avançou 1,40%, a de Seul se valorizou 0,51% e Taiwan registrou ganho de 0,55%. Os índices chineses de Xangai e Shenzhen subiram 1,15% e 1,11% cada.

Na Oceania, a bolsa australiana também foi impulsionada pelo cenário positivo nos EUA e avançou 0,45%.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, com o mercado aguardando a reunião ministerial da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que deve optar por aumentar sua oferta a partir de agosto. Além disso, as tratativas de potências com o Irã na questão nuclear são monitoradas, já têm potencial de aumentar a oferta do óleo no mercado, em um momento no qual a demanda ainda é afetada pela pandemia.

O barril do WTI com entrega prevista para agosto, teve alta de 1,02% hoje e de 3,76% na semana, a US$ 74,05, enquanto o do Brent para setembro, contrato mais líquido, avançou 0,76% nesta sexta e 4,11% em relação à sexta-feira passada, a US$ 75,38 o barril. /MAIARA SANTIAGO, MATHEUS ANDRADE, GABRIEL BUENO DA COSTA E SÉRGIO CALDAS

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