Andrew Kelly/Reuters - 20/8/2021
Andrew Kelly/Reuters - 20/8/2021

Mercados internacionais fecham em alta e tentam apagar perdas da semana passada

Ganho de até 1,5% foi registrado em Nova York, enquanto Ásia e Europa registraram alta generalizada; dados das economias americana e europeia foram monitorados

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2021 | 18h11

Os principais índices do exterior se recuperaram das perdas da semana passada nesta segunda-feira, 23, com o apetite por riscos, diante de um dia sem grandes eventos, deixando as preocupações com o avanço da variante Delta da covid e o cenário tenso no Afeganistão em segundo plano.

Entre os ativos que buscaram a recuperação se destaca o petróleo, cujos contratos subiram mais de 5%. Em Nova York, o barril do WTI com entrega prevista para outubro encerrou a sessão em alta de 5,63%, a US$ 65,64, e o do Brent para igual mês avançou 5,48%, a US$ 68,75 em Londres.

O recuo do dólar foi fundamental para o bom desempenho da commodity, que acabou apoiando a recuperação dos índices acionários. "Os mercados tiveram um início de semana bastante positivo, na esteira do avanço na Ásia, com um dólar mais fraco e preços de commodities mais firmes, o que ajuda a empurrar as ações de energia e recursos básicos de suas baixas recentes", diz o analista-chefe de CMC Markets, Michael Hewson. No mercado europeu, as petroleiras BP, Royal Dutch Shell e Glencore subiram 2,48%, 2,19%, 2,55% e 2,03% cada.

Na agenda de indicadores, a prévia do PMI (índice dos gerentes de compras) composto dos Estados Unidos, que une indústria e serviços, desacelerou no mês de agosto para 55,4 pontos, contra 59,9 pontos em julho. Segundo a IHS Markit, a escassez de matérias-primas e a propagação da variante Delta, que impõe novas restrições à produção e consumo, pesaram no resultado.

No Reino Unido, o mesmo indicador recuou de 65,9 para 62,7 em agosto ante julho, na versão preliminar, no nível mais baixo dos últimos seis meses, e ficou aquém da expectativa de analistas. Na análise da Capital Economics, o resultado sugere que a economia britânica está desacelerando mais rapidamente do que o esperado. Já o resultado preliminar do PMI industrial da Alemanha recuou de 65,9 para 62,7 no mesmo período, também no menor nível em seis meses.

Bolsas de Nova York

O mercado de Nova York aproveitou para recuperar as perdas, com o Nasdaq subindo 1,55%, em noca máxima de fechamento. O S&P 500 subiu 0,85%, batendo máxima intradia, enquanto o Dow Jones avançou 0,61%.

Na semana, investidores aguardam o Simpósio de Jackson Hole, evento anual do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Kansas, que acontece nesta sexta-feira. Hoje, porta-voz da Casa Branca disse que Joe Biden não tem cronograma para decidir sobre o próximo presidente do banco central. 

Bolsas da Europa

Apesar dos dados ruins, o dia foi positivo no mercado europeu. O índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, avançou 0,66%, enquanto a Bolsa de Londres teve alta de 0,30%, Frankfurt subiu 0,28% e Paris teve ganho de 0,86%. Já os índices de Milão, Madri e Lisboa tiveram altas de 0,49%, 0,59% e 0,42% cada.

Bolsas da Ásia

O dia também foi de ganhos no mercado asiático. A Bolsa de Tóquio subiu 1,78%, enquanto os índices de Xangai e Shenzhen avançaram 1,45% e 2,35% cada. A Bolsa de Hong Kong se valorizou 1,05% e Seul teve ganho de 0,97%. Taiwan saltou 2,45%.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no azul, em alta de 0,39%, interrompendo uma sequência de cinco pregões negativos. /MAIARA SANTIAGO, ILANA CARDIAL, SERGIO CALDAS E MATHEUS ANDRADE

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