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Brendan McDermid/Reuters
Brendan McDermid/Reuters

Mercados internacionais fecham em queda com dados econômicos e avanço da covid

Nesta sexta, indicadores das economias americana e europeia foram monitorados pelos investidores; avanço da cepa Delta, que pode resultar em novas restrições, também preocupa

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2021 | 17h30

Os principais índices do exterior fecharam em queda nesta sexta-feira, 16, de olho na divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos e da Europa, e também atentos ao avanço da variante Delta da covid, que já tem resultado em novas restrições.

Segundo a Universidade de Michigan, o índice preliminar de confiança do consumidor caiu para 80,8 na primeira metade de julho, o menor patamar desde fevereiro, ante leitura de 85,5 em junho. Economistas consultados pela Reuters esperavam alta para 86,5. De acordo com Goldman Sachs, em relatório, o dado mostrou não apenas uma piora nessa percepção, na preliminar de julho, mas também uma elevação nas expectativas de inflação no país, sobretudo no curto prazo.

Na agenda de indicadores da zona do euro, dados do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) foram divulgados. Na comparação anual, o CPI de junho subiu 1,9%, ficando um ponto porcentual abaixo do mês de maio. Na base mensal, o avanço foi de 0,3%. O resultado ficou dentro da previsão de analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal. Na análise da Pantheon Economics, a queda na inflação é temporária, mas deve se manter nos dados do próximo mês, antes de um aumento acentuado no restante do ano.    

Além disso, as exportações na zona do euro caíram 1,5% em maio, no quinto recuo mensal consecutivo. O resultado sinaliza que o comércio internacional segue em ritmo fraco, mesmo com o relaxamento de medidas para controle da pandemia.

Na Ásia, o Banco do Japão (BoJ) manteve as principais características de sua política monetária, mas cortou a projeção de alta do Produto Interno Bruto (PIB) japonês para o ano fiscal que se encerra em março de 2022, de 4% para 3,8%. O BC japonês ressaltou que a perspectiva para a terceira maior economia do mundo é "altamente incerta" e depende dos desdobramentos da pandemia.

No noticiário da pandemia, a cepa Delta segue sendo uma preocupação na Europa. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que irá reavaliar as proibições para viajantes da Alemanha e de outros países europeus, o que pode mudar o cenário de mobilidade de pessoas. Na próxima segunda-feira, 19, o Reino Unido irá remover suas últimas restrições ligadas à pandemia, o que deve ser monitorado por acionistas.

Tóquio relatou que os novos casos de covid atingiram ontem o maior nível em seis meses, um pouco mais de uma semana antes do início da Olimpíada, que terá a capital japonesa como sede. A disseminação da Delta tem provocado surtos também em outras partes da Ásia e também na Oceania.

Bolsa de Nova York

Os principais índices acionários americanos chegaram a ganhar força com um avanço das vendas no varejo em junho, que subiram 0,6%, segundo relatório publicado hoje pelo Departamento do Comércio. A previsão de analistas era de uma queda de 0,4% no período. No entanto, pesou o resultado negativo do índice de sentimento do consumidor dos EUA.

No fechamento, o Dow Jones caiu 0,86%, a 34.687,85 pontos, o S&P 500 recuou 0,75%, a 4.327,16 pontos, e o Nasdaq cedeu 0,80%

Bolsas da Europa

O mercado europeu também fechou em queda. O índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, fechou em queda de 0,32%, enquanto a Bolsa de Londres cedeu 0,06%, Paris caiu 0,51% e Frankfurt recuou 0,57%. Milão, Madri e Lisboa tiveram quedas de 0,33%, 0,24% e 1,58% cada.

Bolsas da Ásia

Os índices asiáticos ficaram mistos hoje, com Tóquio caindo 0,98%. A Bolsa de Seul recuou 0,28%, Taiwan registrou perda de 0,77%. Já os índices chineses de Xangai e Shenzhen somaram perdas de 0,71% e 0,99% cada. Na contramão, Hong Kong ficou praticamente estável, com alta marginal de 0,03%

A bolsa australiana, a principal da Oceania, também contrariou o viés negativo da Ásia e subiu 0,17%, impulsionada por ações ligadas ao consumo.

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta sexta, em pregão marcado pela volatilidade. Em meio aos impasses da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) sobre o aumento da produção de óleo de países do grupo, esta foi a primeira sessão com movimento positivo em três dias.

O WTI para setembro fechou em alta de 0,25%, a US$ 71,56 o barril. Na semana, houve queda de 3,7%. O Brent para setembro, por sua vez, avançou 0,16%, a US$ 73,59 o barril. Em comparação com a última sexta, o barril caiu 2,59%. /MAIARA SANTIAGO, ILANA CARDIAL, SÉRGIO CALDAS E IANDER PORCELLA

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