Lucas Jackson/Reuters
Lucas Jackson/Reuters

Mercados internacionais fecham em queda com divulgação de indicadores econômicos

Índice utilizado pelo banco central americano para medir a inflação dos Estados Unidos subiu 0,5% em maio ante junho; PIB da zona do euro do segundo trimestre também foi divulgado

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2021 | 18h00

Os principais índices do exterior fecharam em queda nesta sexta-feira, 30, de olho em indicadores das economias americana e europeia, e ainda precificando o aumento do cerco regulatório na China. A divulgação de balanços do segundo trimestre também foi monitorada pelos investidores.

O ambiente foi negativo no exterior, com o mercado monitorando dados de algumas das maiores economias do mundo. Nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio informou que o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) do país avançou 0,5% em junho ante maio. Em termos anuais, o PCE se elevou 4,0% em junho. O índice é utilizado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para definir os rumos da política monetária dos EUA.

Ainda por lá, os gastos com consumo nos EUA aumentaram 1,0% em junho ante o mês anterior, com ajustes sazonais. O número superou projeção de elevação de 0,7% de analistas entrevistados pelo The Wall Street Journal. O indicador vai de encontro com a percepção de que a maior economia do mundo se recupera lentamente da pandemia, apesar do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre vir abaixo do esperado.

Dados também foram divulgados na Europa. O PIB da zona do euro avançou 2% no confronto anual, enquanto o índice de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) europeu acelerou para 2,2% ao ano, acima da meta do Banco Central Europeu (BCE), de 2% ao ano. Já a taxa de desemprego da zona do euro contraiu de 8,0% a 7,7% entre maio e junho. Outros PIBs também foram divulgados. O da França subiu 0,9% e o espanhol registrou alta de 2,8%. O da Itália veio acima do esperado, mas o alemão ficou abaixo das expectativas.

No mercado asiático, ontem, a China agiu para reduzir as preocupações do mercado com o cerco regulatório contras empresas de tecnologia e educação privada, por meio de uma reunião com representantes de grandes bancos. No entanto, a Didi Global considera fechar o capital para apaziguar as autoridades chinesas e compensar os investidores pelas perdas registradas desde que a companhia foi listada na Bolsa de Nova York no final de junho. 

Bolsas de Nova York

As Bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta sexta, lideradas por companhias de tecnologia, que foram prejudicadas pelo recuo de mais de 7% da Amazon. Apesar do lucro por ação do segundo trimestre da empresa ter vindo acima das expectativas, as vendas líquidas no período ficaram aquém do esperado pelo mercado.

O índice Dow Jones recuou 0,42% hoje, e 0,36% na semana, e o S&P 500 fechou em queda diária de 0,54% e semanal de 0,37%. Já o Nasdaq cedeu 0,71%, com baixa semanal de 1,11%. 

Bolsas da Europa

No continente europeu, o índice Stoxx 600 encerrou o dia em baixa de 0,45%, enquanto a Bolsa de Londres caiu 0,65%, Paris cedeu 0,32% e Frankfurt teve recuo de 0,61%. Já Milão, Madri e Lisboa tiveram baixas de 0,60%, 1,26% e 1,81% cada.

Entre os balanços, a Renault, que, apesar de ter registrado lucro líquido acima das expectativas no segundo trimestre deste ano, alertou para a escassez de componentes que afeta a produção global de automóveis. Já a Air France-KLM reduziu seu prejuízo no período, mas o papel da empresa ainda recuou.

Bolsas da Ásia

O dia negativo também para o mercado asiático. Os índices chineses de XangaiShenzhen ficaram sem sentido único, com o primeiro caindo 0,4%, enquanto o segundo subiu 0,1%. A Bolsa de Hong Kong teve queda de 1,3%, Seul teve perda de 1,2% e Tóquio caiu 0,8%, em meio a expectativas de que o governo japonês estenda o estado de emergência para conter a piora da pandemia, em meio à realização dos Jogos Olímpicos no país.    

Na Oceania, a bolsa australiana também caiu 0,3%. 

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta, nesta sexta-feira. Após começarem o dia em território negativo, eles reverteram o movimento e passaram a subir, apesar do avanço do dólar ante rivais. Na visão de analistas, o mercado do óleo diminuiu a preocupação em relação à variante Delta do coronavírus, com expectativas de que a demanda aumente no segundo semestre deste ano. 

O petróleo WTI com entrega prevista para setembro fechou em alta diária de 0,45% e semanal de 2,60%, a US$ 73,95 o barril. Já o Brent para outubro encerrou o dia com alta de 0,41%, a US$ 75,41 o barril. No contrato mais líquido deste, o avanço foi de 1,77% na semana. /MAIARA SANTIAGO, GABRIEL CALDEIRA, IANDER PORCELLA E ILANA CARDIAL

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