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Enrique Calvo/Reuters
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Mercados internacionais fecham mistos de olho em avanço de variante da covid

A Delta, cepa identificada inicialmente na Índia, já é responsável pela maioria dos novos casos de coronavírus no Reino Unido e na Alemanha

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2021 | 17h30

Os principais índices do exterior fecharam mistos nesta quarta-feira, 30, com as Bolsas da Europa em forte queda, de olho no avanço da variante Delta do coronavírus. Além disso, indicadores das economias americana, europeia e asiática também foram monitorados.

Identificada inicialmente na Índia, a variante Delta continua se espalhando pelo mundo e forçando vários países a rever planos de reabertura econômica. No Reino Unido, a cepa já é predominante e responde por 99% dos novos casos. O país também voltou a ter mais de 20 mil novos infectados nos últimos dias pela primeira vez desde janeiro.

Para tentar conter a cepa, Portugal e Espanha foram alguns dos países que impuseram restrições a viajantes vindos do país insular. O governo da França já fala em uma possível quarta onda de infecções. Na Alemanha, a variante representou 36% dos novos casos da doença na semana encerrada em 20 junho, ante 15% nos sete dias anteriores.

Na agenda de indicadores, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos caiu de 75,2 em maio para 66,1 em junho, atingindo o menor nível em quatro meses. O resultado ficou abaixo da previsão de 70 do The Wall Street Journal. O relatório ADP, prévia do relatório de emprego (payroll) de junho, que sai na sexta-feira, mostrou que o setor privado americano criou 692 mil vagas em junho, acima das expectativas de 500 mil.

Na China, o PMI de compras recuou marginalmente entre maio e junho, de 51 para 50,9, ficando acima da expectativa de analistas, que previam queda a 50,7. A leitura indica que a manufatura da segunda maior economia do mundo se expande em ritmo bem modesto. Na zona do euro, o índice de preços ao consumidor subiu 1,9% em junho ante igual mês do ano passado, desacelerando levemente em relação ao acréscimo anual de 2% observado em maio. 

Bolsas da Europa

De olho no avanço da variante Delta, o mercado europeu fechou em queda. O índice Stoxx 600, que reúne as principais ações da região, cedeu 0,77%, enquanto a Bolsa de Londres recuou 0,71%, Frankfurt teve queda de 1,02% e Paris perdeu 0,91%. Os índices de Milão, Madri e Lisboa tiveram baixas de  1,01%, 1,05% e 0,95%.

Bolsa de Nova York

A cautela com a variante, somada à realização de lucros típica do fim de mês, deixaram os índices de Nova York mistos. Dow Jones subiu 0,61%, enquanto S&P 500 teve ganho de 0,13%, batendo novo recorde de fechamento. O Nasdaq, no entanto, teve baixa de 0,17%.

Bolsas da Ásia

Diante dos dados positivos, os índices chineses de Xangai e Shenzhen subiram 0,50% e 1,02% cada. A Bolsa de Seul se valorizou 0,30%, enquanto Taiwan registrou alta de 0,89%. Por outro lado, a Bolsa de Tóquio teve ligeira baixa de 0,07% e o Hong Kong caiu 0,57%. 

Na Oceania, a bolsa australiana terminou a sessão com modesta valorização de 0,16%, apesar de recentes lockdowns adotados em grandes cidades do país em função de surtos relacionados à Delta. 

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta hoje, impulsionados pela publicação de dados de estoques nos Estados Unidos, que apresentaram um recuo maior do que o esperado por analistas durante a última semana. Segundo o Departamento de Energia americano, foi registrada uma queda de 6,718 milhões de barris, a 452,342 milhões, na semana encerrada em 25 de junho. Analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal previam recuo menor, de 3,6 milhões de barris. 

WTI para agosto fechou em alta de 0,67%, a US$ 73,47 o barril, enquanto o Brent para setembro subiu 0,46%, a US$ 74,62 o barril. /MAIARA SANTIAGO, ANDRÉ MARINHO, ILANA CARDIAL, MATHEUS ANDRADE E SÉRGIO CALDAS

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