Roman Pilipey/EFE
Roman Pilipey/EFE

Mercados internacionais fecham mistos de olho no avanço da variante Delta

Nova cepa voltou a avançar de forma preocupante nos Estados Unidos, que já registra média diária de mais de 100 mil novos casos; na China, governo endureceu as restrições

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2021 | 17h30

Os principais índices do exterior fecharam mistos nesta segunda-feira, 9, com os investidores monitorando o avanço da variante Delta da covid-19 no mundo, com países voltando a registrar um aumento significativo nos casos.

Os Estados Unidos passaram a registrar uma média diária de 100 mil novos casos de covid, em um retorno a marcas que o país havia deixado para atrás, e que demonstra o impacto da variante Delta. De acordo com a Associated Press, o último dado diário apresentou 107.143 infecções, nível que esteve próximo dos 11 mil novos casos no final de junho. A média de sete dias para novas mortes diárias também aumentou, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins. Nas últimas duas semanas, passou de cerca de 270 mortes por dia para quase 500 na última sexta-feira. 

Na Ásia, a China também endureceu as restrições em algumas regiões do país, por conta do surgimento de novos casos da covid. Com uma política de tolerância zero em relação à pandemia, os impactos econômicos da cepa Delta devem ser consideráveis no país. Essa expectativa fez com que o Julius Bär e o Goldman Sachs revisassem para baixa as suas projeções de crescimento econômico do país em 2021.

Enquanto isso, o Irã passou a registrar, em média, uma morte por coronavírus a cada 2 minutos, segundo informou a Reuters, e a Austrália expandiu o bloqueio ao Estado da Nova Gales do Sul, em meio a temores de uma nova onda do vírus em Sydney.

No entanto, apesar do aumento da preocupação. o JP Morgan diz que os riscos da onda Delta da pandemia continuam sendo "apenas isso: riscos". "Com a contagem de casos no Reino Unido diminuindo significativamente, acreditamos que o modelo é um bom presságio para regiões onde a delta ainda está em ascensão. Com o progresso contínuo nas vacinações, qualquer nova tragédia relacionada à pandemia deve ser um obstáculo menor em uma recuperação robusta". 

Bolsa de Nova York

O temor ante o avanço da covid afetou o desempenho dos mercados de Nova York. O índice Dow Jones e o S&P 500 fecharam com queda 0,31% e 0,09% cada, enquanto o Nasdaq subiu 0,16%.

Bolsas da Europa

O mercado europeu foi outro a fechar sem sentido único. O índice Stoxx 600 fechou em alta de 0,15%, enquanto a Bolsa de Londres subiu 0,13%, Milão teve ganho de 0,54% e Lisboa, de 0,34%. Na contramão, a Bolsa de Frankfurt teve recuo de 0,10%, Paris cedeu 0,06% e Madri registrou baixa de 0,15%.

Bolsas da Ásia

O desempenho também foi misto na Ásia, com o Tóquio fechada por conta de um feriado local. No lado positivo, os índices chineses de XangaiShenzhen subiram 1,05% e 0,81% cada, enquanto Hong Kong fechou com ganho de 0,40%. Na agenda de indicadores, a balança comercial da China mostrou números abaixo do esperado por analistas em julho, enquanto a inflação seguiu com impulso. 

Na contramão, a Bolsa de Seul cedeu 0,30% e Taiwan teve queda de 0,23%. Na Oceania, a Bolsa australiana terminou estável (0%). Ações do setor financeiro subiram, com NAB em alta de 0,9%, mas papéis do setor industrial caíram, enquanto Rio Tinto mostrou baixa de 1,4%. 

Petróleo

Os contratos do petróleo fecharam em queda de mais de 2% nesta segunda. Uma série de fatores pressionou a commodity no mercado futuro, mas o centro dos temores de investidores ficou por conta da recuperação da economia global diante da disseminação da variante Delta, que provoca o recrudescimento da crise sanitária em alguns dos principais compradores do óleo no mundo.

O barril do petróleo WTI com entrega prevista para setembro recuou 2,64%, a US$ 66,48, enquanto o do Brent para o mês seguinte teve baixa de 2,35%, a US$ 69,04. /MAIARA SANTIAGO, ILANA CARDIAL, MATHEUS ANDRADE, GABRIEL BUENO DA COSTA E GABRIEL CALDEIRA

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