Lucas Jackson/Reuters
Lucas Jackson/Reuters

Mercados internacionais fecham mistos na volta de Nova York do feriado

Indicadores negativos das economias americana e alemã pesaram nos negócios hoje; investidores também aguardam a ata do banco central dos EUA

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2021 | 17h40

Os principais índices do exterior fecharam mistos nesta terça-feira, 6, na volta da Bolsa de Nova York do feriado da Independência dos Estados Unidos, após o resultado abaixo do esperado de indicadores econômicos europeus e americanos. Hoje, após o desempenho recorde do petróleo no dia anterior, os contratos caíram.

Nos Estados Unidos, os índices de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) medidos por dois institutos tiveram resultados abaixo da expectativa. O da IHS Markit recuou de 68,7 em maio para 63,7 em junho, enquanto o da ISM caiu de 64,0 para 60,1 no mesmo período.

A Alemanha também teve um desempenho misto. As encomendas à indústria alemã caíram 3,7% em maio ante abril, enquanto a previsão de analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal era alta de 1%. O índice de expectativas econômicas do país também teve queda maior do que o esperado.

A Oxford Economics comenta em relatório que uma perda de impulso no crescimento pode ser um vento contrário para as ações globais, no curto prazo. A consultoria lembra que, após picos no índice de gerentes de compras global da indústria, as ações em geral tendem a ficar de lado "por vários meses". Para a Oxford, de fato pode haver um período em que o mercado acionário terá dificuldades em avançar mais, mas ela diz que algumas ações ligadas ao consumo devem ficar apoiadas, conforme o setor de serviços toma a dianteira do crescimento, com a gradual retomada da atividade.

Além dos dados, a divulgação na quarta-feira, 7, da ata do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) também ficou no radar. De acordo com o analista Eaton Vance Chris Dyer, boa parte do mercado optou por esperar por sinais mais claros sobre o curso de ação da autoridade monetária dos EUA sobre a inflação e a retirada dos estímulos.

Bolsa de Nova York

Diante dos indicadores negativos para a economia americana e de olho no Fed, Dow Jones e S&P 500 fecharam com quedas de 0,59% e 0,20% cada, enquanto o Nasdaq, apoiado no ganho de 4,69% da Amazon. A gigante americana, junto com a Microsoft, está na disputa para fornecer um serviço de nuvem para o Pentágono.

Bolsas da Europa

O índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, recuou 0,52%, enquanto a Bolsa de Londres caiu 0,89%, Frankfurt perdeu 0,96% e Paris teve queda de 0,91%. Os índices de Milão, Madri e Lisboa cederam 0,84%, 0,96% e 0,16% cada. 

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte baixa hoje, em sessão influenciada pelos desdobramentos do impasse na Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) sobre a produção da commodity. Apesar de terem sido beneficiados ontem pela indecisão, hoje, investidores tentaram traçar quais serão os próximos passos do grupo, com muitos temendo uma diminuição dos cortes e, consequentemente, o aumento da oferta, em um momento no qual a demanda ainda é afetada pela pandemia.

Em resposta, o WTI para agosto fechou em baixa de 2,38%, a US$ 73,37 o barril, enquanto o Brent para setembro caiu 3,41%, a US$ 74,53 o barril. 

Bolsas da Ásia

Na expectativa pela decisão da Opep+, o mercado asiático ficou misto. Os índices chineses de Xangai e Shenzhen recuaram 0,11% e 0,32% cada, enquanto Hong Kong cedeu 0,25% e Taiwan registrou perda marginal de 0,04%. Por outro lado, Tóquio subiu 0,16% e Seul avançou 0,36%, renovando máxima de fechamento.   

Na Oceania, a bolsa australiana caiu 0,73%, após decisão o banco central do país, conhecido como RBA, manter o juro básico em 0,10%, mas reduzir as compras semanais de títulos, de 5 bilhões de dólares australianos para 4 bilhões de dólares australianos (cerca de US$ 3 bilhões), a partir de setembro. /MAIARA SANTIAGO, ILANA CARDIAL, MATHEUS ANDRADE E SÉRGIO CALDAS

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