Oliver Contreras/EFE/Pool
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Mercados internacionais sobem com aprovação de pacote de infraestrutura nos EUA

Proposta de Joe Biden, com custo total de US$ 1,2 trilhão, foi aprovada no Senado e agora segue para a Câmara; Nova York fechou com recorde

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2021 | 17h40

Os principais índices do exterior fecharam em alta nesta terça-feira, 10, apoiados aprovação, nos Estados Unidos, do pacote de infraestrutura sugerido pelo presidente Joe Biden. Além disso, o bom desempenho do petróleo também ajudou os mercados.

A medida, com custo total de US$ 1,2 trilhão, foi aprovada no começo da tarde pelo Senado. Foram 69 votos a favor e 30 contra e o texto segue para a Câmara dos Representantes."O objetivo é revitalizar nossa infraestrutura física e dar a empresas e trabalhadores as ferramentas para trabalhar no século 21", afirmou o líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, durante um discurso no plenário. 

Resultado de uma articulação da Casa Branca com parlamentares democratas e republicanos, o projeto prevê cerca de US$ 550 bilhões em novos gastos. Os investimentos em pontes, estradas, ferrovias, rede elétrica, banda larga e outras obras públicas serão realizados ao longo dos próximos anos no país. A medida deverá ajudar na retomada da economia americana, surtindo efeito também no crescimento de países desenvolvidos e emergentes.

Além do incentivo vindo dos EUA, o bom desempenho do mercado de petróleo também foi crucial para a recuperação das perdas do dia anterior de alguns índices, em especial os europeus. Apesar de ser afetado pelo avanço da variante Delta do dia anterior, sinais de recuperação do mercado apoiaram a commodity hoje. Na Índia, por exemplo, a demanda por combustíveis já começa a voltar ao normal.

O  Commerzbank vê o cenário no país indiano como um "raio de esperança", onde a demanda por combustível aumentou para 16,8 milhões de toneladas em julho, atingindo o maior nível em três meses. A procura havia caído em maio para um mínimo de nove meses por causa das restrições impostas para tentar conter o coronavírus. "Em outras palavras, a demanda por combustível na Índia se recuperou rapidamente, agora que as infecções diminuíram e as restrições foram suspensas. Este também é provável que seja o caso em outros lugares, portanto, vemos as preocupações com a demanda atual como exageradas", avalia o banco alemão. 

O barril do petróleo WTI com entrega prevista para setembro avançou 2,72%, a US$ 68,29 o barril, enquanto o do Brent para o mês seguinte teve alta de 2,30%, a US$ 70,63. Em resposta, ações de petroleiras avançaram. Em Londres, a British Petroleum e a Royal Dutch Shell subiram 1,13% e 0,48% cada, enquanto em Madri, a Repsol subiu 1,08%.

Bolsa de Nova York

O mercado de Nova York, que acompanhou de perto a votação do pacote de Biden, ficou sem sinal único. O Dow Jones subiu 0,46% e o S&P 500, 0,10%, com os dois batendo recorde de fechamento, mas o Nasdaq teve queda de 0,49%, de olho na queda de ações do setor de comunicação e tecnologia.

Bolsas da Europa

 O clima foi positivo no mercado europeu, com o índice Stoxx 600, que concentra as principais empresas da região, em alta de 0,35%, enquanto a Bolsa de Londres avançou 0,40%, Frankfurt teve ganho de 0,16% e Paris registrou alta de 0,10%. As Bolsas de Milão, Madri e Lisboa tiveram ganhos de 0,24%, 0,37% e 0,02%, cada

Bolsas da Ásia

Na volta do feriado, a Bolsa de Tóquio subiu 0,24%, com ações de exportadoras entre as altas. Já os índices chineses de Xangai e Shenzhen tiveram ganhos de 1,01% e 0,85% cada, com papéis de empresas de bebidas alcoólicas e do setor financeiro entre as altas, após o temor de uma eventual investida regulatória nos setores. 

A Bolsa de Hong Kong subiu 1,23%. Na contramão, o mercado de Seul teve queda de 0,53% e o de Taiwan, de 0,92%. Na Oceania, a bolsa australiana fechou com ganho de 0,32%, em novo recorde histórico. Ações ligadas a tecnologia e finanças se destacaram, mesmo com os riscos da covid-19 e seus impactos ainda em foco. /MAIARA SANTIAGO, IANDER PORCELLA, MATHEUS ANDRADE, GABRIEL CALDEIRA E GABRIEL BUENO DA COSTA

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