Mercados na Europa fecham em direções opostas

Índice Stoxx Europe 600 encerrou em leve alta de 0,12%, aos 268,00 pontos, mas na semana o índice recuou 1,77%

Renan Carreira, da Agência Estado,

24 de agosto de 2012 | 14h17

As bolsas europeias fecharam em direções divergentes nesta sexta-feira. Por um lado, a reunião entre a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, terminou sem novidades; por outro, o presidente do Federal Reserve, o banco central americano, Ben Bernanke, disse nesta sexta-feira, por meio de carta, que ainda há espaço para mais medidas de estímulo. Além disso, pesou para o lado positivo um relato sobre o Banco Central Europeu (BCE), que estaria estudando criar uma meta para banda dos yields (taxa de retorno ao investidor).

O índice Stoxx Europe 600 encerrou a sessão em leve alta de 0,12%, aos 268,00 pontos. Na semana, porém, o índice recuou 1,77%.

As bolsas europeias passaram boa parte da sessão em território negativo, principalmente pela falta de novidades no encontro entre Merkel e Samaras. A chanceler disse que quer que a Grécia permaneça na zona do euro, mas não se comprometeu a fornecer mais tempo para o país cumprir as metas de déficit.

Além disso, o dado sobre encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos decepcionou. Apesar de as encomendas gerais terem crescido mais do que o esperado em julho, o indicador que exclui transportes caiu 0,4%.

Já mais para o fim da sessão, as bolsas reagiram diante das declarações de Bernanke. Em resposta a questionamentos feitos pelo deputado norte-americano Darrell Issa, chefe do comitê de supervisão da Câmara dos Representantes, Bernanke defendeu em carta as ações que o banco central dos EUA implementou para sustentar a economia e disse que há espaço para mais medidas.

"Há escopo para mais ações do Federal Reserve para acalmar as condições financeiras e fortalecer a recuperação", disse Bernanke na carta, datada de quarta-feira, segundo o jornal The Wall Street Journal, que teve acesso a uma cópia.

Além disso, a Reuters informou que o novo programa de compras de ativos que está sendo considerado pelo Banco Central Europeu poderia criar uma meta para banda dos yields como forma de evitar tentativa de ação de especuladores. A agência citou uma fonte no banco central.

A opção, que ganha força entre os banqueiros centrais, não seria decidida antes da reunião de política monetária do BCE em 6 de setembro, segundo informou a agência. Detalhes de como o plano seria estruturado não ficaram claros.

Em Frankfurt, o índice Dax fechou com ganho de 0,31%, aos 6.971,07 pontos. Na semana, o Dax recuou 0,99%. Bayer subiu 1,3% e Linde avançou 1,2%.

O índice CAC-40, de Paris, fechou em ligeira alta de 0,02%, aos 3.433,21 pontos. Já na semana, o índice caiu 1,58%. Carrefour avançou 1,6%. Já as ações dos bancos recuaram, com Société Générale (-0,8%), Crédit Agricole (-0,9%) e BNP Paribas (-1,7%).

Em Madri, o índice Ibex-35 registrou avanço de 0,38%, terminando a sessão aos 7.310,30 pontos. Bankia recuou 5,3%. Na semana, o Ibex-35 caiu 3,32%. A agência de classificação de risco Fitch disse nesta sextqa-feira que a nota de crédito da Espanha não será rebaixada se o governo espanhol solicitar um pacote de ajuda da União Europeia (UE) para comprar títulos do país.

Além disso, a vice-primeira-ministra da Espanha, Soraya Saenz de Santamaria, afirmou que o governo não está em conversações com a UE sobre um programa de ajuda além do pacote de socorro para o setor bancário, que o país já pediu.

Em Londres, o índice FTSE 100 fechou estável, a 5.776,60 pontos. Na semana, porém, o índice recuou 1,30%. Marks & Spencer subiu 3,9%. Por outro lado, Ashmore declinou 4,3% após ter seus papéis rebaixados pelo Citigroup. ENRC caiu 3,6% e Evraz recuou 3,1%. Smith & Nephew subiu 1,5% e Reckitt Benckiser avançou 1,5%.

O índice FTSE Mib, de Milão, caiu 0,49%, fechando a 14.880,68 pontos, e na semana recuou 1,41%. O índice PSI-20 caiu 0,10%, para 4.876,91 pontos, e na semana teve baixa de 0,65%. As informações são da Dow Jones.

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