Mercados reagem mal a documento do BC dos EUA

O mercado financeiro norte-americano reagiu negativamente à ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), divulgada esta tarde. Naquela reunião, o Fed manteve a taxa básica de juros do país em 5,25% ao ano. O documento afirma que o núcleo da inflação, que exclui os preços de energia e alimentos, continua elevado e que os riscos de alta da inflação permanecem. Logo após a divulgação da ata, os juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) subiram à máxima do dia. O papel de 10 anos projetava taxa de 4,783% ao ano e o papel de 30 anos projetava taxa de 4,900% ao ano. No Brasil, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) operava estável, projetando taxa de 13,29% ao ano. Em conseqüência ao aumento dos juros dos Treasuries, o dólar por aqui zerou as perdas e passou a subir. Por volta das 15h20, o dólar comercial avançava 0,23%, a R$ 2,158, no mercado interbancário. No pregão viva-voz da BM&F, o dólar negociado à vista subia 0,14%, a 2,155. No mercado acionário, os principais índices das Bolsas de Nova York, assim como o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, oscilavam. O índice Dow Jones, dos EUA, aprofundou a queda em reação à ata, para -0,18%, mas por volta das 15h22 (horário de Brasília) cedia 0,13%. O Ibovespa também acelerou levemente a queda, de cerca de -0,30% para -0,55%, mas por volta do horário citado caía 0,44%.

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