Merrill Lynch aposta em ações de elétricas

Em relatório sobre o setor elétrico, distribuído hoje, o banco de investimentos Merrill Lynch elevou o preço-alvo de quatro ações do setor elétrico em 13,2% em média. Foram elevados os preços-alvo de Cemig, de R$ 125 para R$ 140 (alta de 12%), CPFL, de R$ 36 para R$ 40 (elevação de 11%), Eletropaulo, de R$ 120 para R$ 137 (+14%), e de AES Tietê, de R$ 65 e R$ 75 (+15%). O preço-alvo do ADR da Cemig passou de US$ 51 para US$ 58 (+14%) e o da CPFL, de US$ 45 para US$ 50 (alta de 11%). A CPFL foi mantida como top pick (vedete) entre as elétricas latino-americanas. Os analistas afirmaram no relatório que, "apesar do forte desempenho (dos papéis do setor elétrico), continuamos acreditando que ainda há um bom potencial de alta para muitos nomes do setor". Ainda de acordo com os analistas, "no Brasil, a implementação do novo modelo reduziu fortemente o perfil de risco e melhorou o potencial de lucro, especialmente das geradoras". No relatório, o Merrill Lynch lembra que, desde 2002, a valorização média acumulada dos papéis de elétricas latino-americanas é de 343% e que, em 2006, a valorização média é de 28%. Para o banco, o setor elétrico brasileiro é mais estável hoje, bem como o País. O banco citou o declínio do risco soberano brasileiro entre as razões que contribuíram com a elevação dos preços-alvo. As recomendações para Copel e Eletrobrás foram mantidas em "neutral". Em relação à Copel, o banco menciona o risco político como limitador da valorização. Já em relação à Eletrobrás, o Merrill Lynch afirma ver pouco espaço para crescimento significativo ou melhora dos resultados até 2010.

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