Merrill Lynch diz estar otimista com siderúrgicas da AL

O banco de investimentos Merrill Lynch, em relatório assinado pelos analistas Marcelo Aguiar e Marcos Assumpção, diz que continua otimista com o setor siderúrgico da América Latina. O banco afirma que, nos últimos meses, os investidores mostraram-se preocupados com o setor porque, no curto prazo, as notícias foram pouco positivas. O Merrill lembra, porém, que a consolidação no setor é uma realidade e levará a corte de produção já no início do quarto trimestre. Além disso, o banco menciona a alta nos custos de produção de aço no globo, que reduz o potencial de queda dos preços, e o fato de os preços à vista, na China, aparentemente terem alcançado o ponto mais baixo. CSN O Merrill mantém a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) como top pick (melhor escolha) do setor na América Latina, devido a projetos ligados a minério de ferro. Segundo os analistas, "o cenário operacional para CSN melhorou". O banco lembra do acidente em um alto forno da companhia, no primeiro semestre, mas diz que o ocorrido é passado. "A participação no mercado doméstico foi recuperada, a expansão do minério de ferro está se acelerando e um acordo envolvendo participação minoritária na mina Casa de Pedra pode ocorrer entre dezembro e março de 2007". A recomendação do banco para o papel é de compra e o preço-alvo, em doze meses, é R$ 103,00. Ontem, a ação da CSN fechou o dia valendo R$ 63,00. Com isso, o potencial de valorização é de 63,5% até setembro do ano que vem. Usiminas Usiminas é a segunda top pick do setor de aço na América Latina, segundo o Merrill, "apesar de ser negociada com múltiplos menores que os da CSN". Além disso, "a Usiminas pode se beneficiar de uma reestruturação acionária, com a entrada da Companhia Vale do Rio Doce". Rumores na imprensa e no mercado dão conta de que a Vale entraria no bloco de controle da Usiminas. O Merrill entende ainda que a administração da companhia mineira deve aproveitar o processo de reestruturação para melhorar a governança corporativa, o que mudaria, de modo significativo, o desempenho das ações. A recomendação do Merrill para a empresa é de compra e o preço-alvo, em dose meses, é R$ 106,00, projetando valorização de 62,6% até setembro de 2007, tendo em vista que a ação preferencial classe A (PNA) da Usiminas encerrou ontem valendo R$ 65,20.

Agencia Estado,

19 de setembro de 2006 | 07h00

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