Merrill Lynch recomenda compra de ações do BB e do Bradesco

O banco de investimentos Merrill Lynch retomou a cobertura para as ações do Banco do Brasil com a recomendação de compra. Em relatório a clientes divulgado ontem, o Merrill avaliou as perspectivas para o setor bancário na Bolsa de Valores de São Paulo. Os destaques, além do Banco do Brasil, foram Bradesco, que teve a recomendação para suas ações elevada para compra, e Unibanco, cujas ações receberam elevação de preço-alvo (e, com isso, previsão de maior rentabilidade). BB Em relatório, os analistas Valerie Fry e Jorg Friedemann informaram que prevêem aumento nos lucros recorrentes do Banco do Brasil (BB) de 42% em 2007, o maior porcentual entre os todos os bancos brasileiros no universo de cobertura do Merrill Lynch. O desempenho, segundo os analistas, será sustentado pela contínua expansão do crédito, da receita com tarifas e pela forte recuperação do segmento de agronegócios. Esses fatores deverão levar a provisões menores para perdas com empréstimos. Fry e Friedemann atribuem um preço-alvo de R$ 85,00 para as ações do BB em 12 meses. Na quarta-feira, os papéis valiam R$ 64,55. O potencial de valorização, portanto, é de 31,7%. Os riscos para a recomendação de investimento e para o preço-alvo, segundo os analistas, são um crescimento menor do que o esperado da economia brasileira, o que reduziria as previsões para a expansão do crédito; a diminuição maior que a esperada das taxas de juros, o que pressionaria mais as margens de receita líquida; o desempenho mais fraco que o previsto do setor agropecuário, o que elevaria a uma provisão maior para perdas com empréstimos, e o risco de interferência política, que poderia reduzir a lucratividade e a competitividade do BB. Unibanco O preço-alvo das ações do Unibanco foi elevado pelo Merrill Lynch para R$ 26,00, o que representa potencial de valorização de 27,6% em 12 meses, dado que na quarta-feira as ações (do tipo BN ON, ou units) valiam R$ 20,38. Os analistas afirmam continuar acreditando que o "Unibanco é o mais bem posicionado entre todos os bancos brasileiros em nosso universo para defender sua margem de juros líquida, em meio ao atual cenário de queda das taxas". Bradesco O Merrill Lynch elevou a recomendação do Bradesco para compra e estabeleceu preço-alvo em 12 meses de R$ 108,00 por ação. Na quarta-feira, as ações preferenciais fecharam valendo R$ 88,79. O potencial de valorização, nesse caso, é de 21,6%. O relatório dos analistas do Merrill Lynch informa que as estimativas de lucro do Bradesco foram ajustadas para refletir as recentes mudanças na política de amortização de ágio da companhia. No terceiro trimestre, o Bradesco decidiu amortizar por completo seu ágio - cerca de R$ 2,1 bilhões (antes de impostos). Itaú Para as ações do Itaú, o Merrill Lynch manteve a recomendação neutra. Segundo os analistas, o banco deverá sofrer a maior contração do retorno sobre patrimônio em 2007 e o menor crescimento do lucro por ação recorrente dentro do seu universo de cobertura dos bancos brasileiros, "considerando o aumento de 8% do número de ações resultante da aquisição das operações do Bank Boston no Brasil, Chile e Uruguai."

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