Merrill Lynch reitera "compra" para ações da Petrobras

O banco de investimentos Merrill Lynch reiterou a recomendação de "compra" para as ações da Petrobras. De acordo com os analistas Frank McGann, Shariff Koya e Felipe Leal, embora os papéis da empresa acumulem uma valorização de 11% este ano, "eles caíram acentuados 26% desde 10 de maio, em larga medida por causa das condições desfavoráveis do mercado. Esse declínio deixou o valor das ações em níveis ainda mais atraentes em comparação com os do passado recente." Os analistas destacam em relatório que as ações têm dois catalisadores de curto prazo, que podem impulsionar sua valorização: "a forte aceleração do crescimento da produção nos próximos meses por causa da recente inauguração de duas unidades (Albacora Leste e Golfinho) e o plano de atualização estratégica de julho, que deve focar-se em uma ampla variedade de oportunidades de expansão", afirmam. Os analistas dizem que esse plano poderá incluir um aumento considerável do gasto geral com investimentos. "Acreditamos que essa elevação poderá ser de até 20% a 30% em relação à estimativa anterior, de US$ 5,4 bilhões", por causa das pressões de custos no setor, que contribuíram para grandes aumentos incluídos em planos de investimentos ajustados para praticamente todas as grandes petrolíferas nos últimos meses, e da possível inclusão de uma série de novos projetos. O relatório cita também o trabalho do estrategista de mercados emergentes Michael Hartnett, sugerindo que existem semelhanças entre a queda do mercado agora e a correção verificada em 2004. Naquele ano, tanto a Petrobras quanto o mercado brasileiro de maneira geral caíram 26% cada um no primeiro mês de "pânico", recuperando-se depois. Da mesma maneira agora, desde 10 de maio a petrolífera acumula desvalorização de 26%, enquanto o Ibovespa registra baixa de 24%. "É claro que o desempenho futuro pode não imitar o que ocorreu em 2004", afirmam os analistas. "Mesmo assim, se as condições do mercado melhorarem, podemos esperar que os fundamentos da Petrobras permitirão uma recuperação do preço das ações. Embora as percepções de risco sejam maiores agora do que há um mês, por causa da queda recente do mercado, a situação da empresa em termos de fundamentos continua em larga medida inalterada. Acreditamos que isso irá possibilitar que a ação passe a ter desempenho acima da média assim que o mercado se acalmar."

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