Mesmo após derrota em leilão, CSN volta a ser boa opção de compra

O fato de a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) ter sido derrotada pela indiana Tata Stell na disputa pela anglo-holandesa Corus não deve afetar as ações da empresa brasileira. A Corretora Ágora, por exemplo, voltou a recomendar compra para os papéis da CSN. O preço-alvo é de R$ 104,24. As ações também foram incluídas na carteira recomendada da corretora no lugar de Gerdau em razão da expectativa da retomada da tendência de alta para os títulos; de a CSN voltar a ser um ativo estratégico no processo de consolidação mundial do setor; da possível venda de sua participação na Corus, com retorno satisfatório; e do processo de oferta pública inicial de ações (IPO, em inglês) da mina Casa de Pedra que poderá voltar à tona. O relatório lembra que a brasileira detém 3,8% da Corus, o que corresponde a aproximadamente US$ 429 milhões, com base na cotação de fechamento do leilão, que ocorreu no dia 31 de janeiro. Assim, quando o processo de compra da anglo-holandesa pela Tata for concluído, a CSN tem o direito de vender essa fatia e ainda receber da Corus, a título de remuneração de incentivo, um valor correspondente a 1% do preço final revisado que propôs para a aquisição da siderúrgica européia (US$ 112 milhões). O documento observa ainda que, caso a CSN tivesse vencido o leilão, teria pago pela estrangeira múltiplos superiores ao que negocia em bolsa (+30%). Além disso, a compra pressionaria negativamente a estrutura financeira da brasileira. O último lance da CSN foi de 603 pence por ação, 0,8% menor que o da Tata.

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