Metais acompanham euro e bolsas e caem com impasse sobre Grécia

Mercados financeiros estão sendo afetados pela crescente aversão ao risco provocada pela frustração com a falta de uma solução concreta para a crise de dívida soberana do governo grego

Danielle Chaves, da Agência Estado,

20 de junho de 2011 | 09h19

Os metais básicos cedem  em meio ao amplo recuo das commodities, à medida que o dólar se fortalece diante do euro e as bolsas declinam. Os mercados financeiros estão sendo afetados pela crescente aversão ao risco provocada pela frustração com a falta de uma solução concreta para a crise de dívida soberana da Grécia.

Em uma reunião realizada ontem, os ministros de Finanças da zona do euro deixaram para definir um novo socorro para a Grécia depois que o governo do país aprovar novas medidas de austeridade. O Parlamento grego está debatendo medidas de austeridade adicionais, que vão culminar em um voto de confiança amanhã.

As negociações provavelmente serão agitadas nos próximos dias, enquanto os investidores observarem os movimentos do euro diante do dólar e os acontecimentos na zona do euro, bem como a decisão sobre juros do Federal Reserve (FEd, o banco central dos EUA), na quarta-feira.

De todo modo, analistas da Ambrian afirmaram que o cobre está começando a se recuperar, com os chineses voltando para o mercado como compradores moderados. No entanto, operadores da China disseram que as condições de crédito apertadas no país vão reduzir as importações de cobre nos próximos trimestres, enquanto a demanda em desaceleração for atendida pelos estoques existentes e pela produção doméstica.

Por volta das 8h40 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado na London Metal Exchange (LME) a US$ 8.960 por tonelada, uma queda de 1,5% em relação ao fechamento de sexta-feira. O níquel caía 1,1%, para US$ 21.393 por tonelada, depois de ter atingido mais cedo a mínima em sete meses de US$ 21.350 por tonelada.

O zinco recuava 1,2%, para US$ 2.162 por tonelada; o chumbo cedia 1,5%, para US$ 2.413 por tonelada; e o estanho operava em queda de 1,5%, para US$ 24.625 por tonelada.

O alumínio tinha a menor perda, de 0,7%, a US$ 2.527 por tonelada, sustentado pela diminuição dos estoques na LME, que caíram para 4,59 milhões de toneladas na sexta-feira, de 4,69 milhões de toneladas no começo do mês. Segundo o Barclays Capital, a demanda dos EUA por alumínio permanece muito positiva, o que dá suporte para o preço do metal.

Na Comex, o cobre para julho caía 1,63%, para US$ 4,0350 por libra-peso, às 9h15 (de Brasília).

As principais bolsas europeias recuavam: Paris cedia 1,14%, Londres perdia 0,76% e Frankfurt tinha queda de 0,96%. As informações são da Dow Jones.

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