Metais ampliam queda à espera de declarações de Bernanke

Os metais estão ampliando as perdas nesta quarta-feira, pressionados pela queda das ações e por vendas técnicas. As commodities em geral operam em baixa desde ontem, depois do indicador pior do que o esperado sobre a confiança do consumidor dos EUA e à espera das declarações do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke.

Danielle Chaves, da Agência Estado,

24 de fevereiro de 2010 | 09h53

 

Às 8h15 (de Brasília) o cobre operava a US$ 7.060 por tonelada na London Metal Exchange (LME), uma queda de 1% com relação ao fechamento de ontem. O alumínio caía 0,5%, para US$ 2.115 por tonelada; o zinco recuava 1,9%, para US$ 2.177 por tonelada; o níquel perdia 0,8%, para US$ 20.025 por tonelada; o chumbo cedia 2,4%, para US$ 2.180,25 por tonelada; e o estanho tinha queda de 1,5%, para US$ 16.551 por tonelada.

 

O foco hoje estará centrado nos comentários de Bernanke, que vai depor na Câmara e no Senado dos EUA hoje e amanhã, respectivamente, e na reação dos mercados de ações às declarações, de acordo com operadores. Leon Westgate, analista do Standard Bank, afirmou que os metais continuarão sendo influenciados pelas bolsas e pelo câmbio, dado o papel que vêm tendo como veículos de investimento.

 

"Em linha com outras classes de commodities, os preços dos metais estão caindo, o que é em boa parte devido a dados econômicos piores do que o esperado nos dois lados do Atlântico, ao fortalecimento do dólar e ao enfraquecimento dos mercados de ações em todo o mundo", afirmou o Commerzbank.

 

Sinais técnicos para venda do cobre foram acionados, o que levou o metal a operar em queda. Muitos operadores esperavam que a China voltasse ao mercado depois do fim do feriado do Ano Novo Lunar e fossem mais agressivos na compra de metais - o que não aconteceu.

 

A China confirmou que as importações de cobre refinado em janeiro caíram 19,3% em relação a dezembro, para 196.926 toneladas. Em comparação com janeiro do ano passado, as importações do metal recuaram 9,1%. As informações são da Dow Jones.

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