Metais avançam com ajuste de posições e valorização do euro

Volume de negociações, no entanto, está baixo e pode trazer movimentos exagerados

Gustavo Nicoletta e Ligia Sanchez, da Agência Estado,

29 de julho de 2010 | 17h29

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em alta, impulsionados pelo fortalecimento do euro, pela cobertura de posições vendidas e por um aumento na confiança dos investidores após os indicadores econômicos divulgados recentemente na Europa.

 

"A cobertura de posições vendidas surgiu no complexo de metais básicos nesta manhã, após uma sessão moribunda no overnight", disse Leon Westgate, analista do Standard Bank. "O euro mais forte aparentemente está entre os fatores de suporte, aliado a investidores com posições vendidas que saíram do mercado" após o avanço nos preços ontem. Pouco após o horário de fechamento do mercado de metais, o euro operava a US$ 1,3070, de US$ 1,2988 na quarta-feira, e subia para 113,63 ienes, de 113,54 ienes ontem.

 

Para David Wilson, analista do Société Générale em Londres, a recuperação na confiança dos investidores também influenciou o avanço nos preços dos metais. "A confiança começou a ganhar força com os dados positivos sobre a atividade (dos setores industrial e de serviços) da Europa, melhorou com os resultados benignos dos testes de estresse e agora está ganhando ímpeto com o foco das pessoas sendo deslocado para o crescimento da Europa e da China", acrescentou.

 

Analistas, no entanto, apontaram que o volume de negociações está baixo, o que pode trazer movimentos exagerados aos preços.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME), o contrato do cobre para três meses subiu US$ 60,00, ou 0,83%, para US$ 7.230,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para setembro avançou US$ 0,0445, ou 1,37%, para US$ 3,2900 por libra-peso, com mínima de US$ 3,1760 e máxima de US$ 3,2365 ao longo da sessão.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em alta de US$ 31,00 a US$ 2.048,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco subiu US$ 37,00, para US$ 1.990,00 por tonelada. O contrato do alumínio avançou US$ 25,00, para US$ 2.093,00 por tonelada, enquanto o contrato do níquel ganhou US$ 270,00, para US$ 20.675,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 100,00, a US$ 19.600,00 por tonelada.

 

Entre os metais preciosos, os preços dos contratos futuros do ouro subiram, afastando-se das mínimas em três meses, mas com uma recuperação tímida, já que os investidores continuam liquidando suas posições em meio ao maior apetite por risco.

 

O contrato do ouro para dezembro negociado na Comex - de maior liquidez - avançou US$ 8,80, ou 0,76%, fechando a US$ 1.171,20 por onça-troy, impulsionado pela fraqueza do dólar e por investidores que enxergaram uma oportunidade para comprar o metal diante da recente queda nos preços. Apesar disso, os balanços corporativos em geral positivos estimularam o mercado a buscar ativos considerados mais arriscados, como as ações, o que limitou os ganhos. As informações são da Dow Jones.

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