Metais avançam sustentados por alta do euro e relatório do Goldman

Banco de investimento anunciou uma série de mudanças em suas projeções para os preços das commodities, incluindo a elevação das estimativas para o valor do alumínio e do níquel

Danielle Chaves, da Agência Estado,

24 de maio de 2011 | 09h00

Os metais básicos têm alta sustentados pelo avanço do euro sobre o dólar e por um relatório otimista do Goldman Sachs. Os dois fatores estimularam os compradores a entrar nos mercados.

O banco de investimento anunciou uma série de mudanças em suas projeções para os preços das commodities, incluindo a elevação das estimativas para o valor do alumínio e do níquel e a recomendação de posições longas em cobre e zinco. Essa é uma notícia positiva para os metais industriais, que têm tido dificuldades para retomar a tendência de alta em meio aos receios de que a desaceleração da economia global possa prejudicar a demanda futura.

Em uma nota a clientes, o Goldman Sachs afirmou que os atuais níveis de preço do cobre são uma oportunidade atraente para estabelecer posições longas no metal. Por volta das 8h10 (de Brasília), o contrato de cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) operava a US$ 8.900 por tonelada, uma alta de 1,2% sobre o fechamento de ontem. Às 8h40 (de Brasília), na Comex, o cobre para julho avançava 0,89%, para US$ 4,0270 por libra-peso.

Além do relatório do Goldman Sachs, a alta do euro colabora para o ganho dos metais, que, por serem denominados em dólar, se tornam mais baratos para detentores de outras moedas quando a divisa norte-americana se desvaloriza. Os mercados de ações europeus também sobem, o que ilustra a melhora no sentimento dos investidores por ativos considerados de maior risco.

No entanto, o Bank of America Merrill Lynch argumentou que, observando os recentes indicadores macroeconômicos, existem alertas sobre uma desaceleração iminente na demanda por metais e disse que "a fase de boom está gradualmente chegando ao fim". O banco acrescentou que, embora mais ganhos sejam possíveis, especialmente depois do verão no hemisfério norte, "os obstáculos para os metais industriais aumentaram".

Por volta das 8h10, o zinco era negociado na LME a US$ 2.158,50 por tonelada, uma alta de 1,9% sobre o fechamento de ontem. O chumbo subia 0,8%, para US$ 2.468 por tonelada; o estanho avançava 0,3%, para US$ 26.800 por tonelada; o alumínio ganhava 1,3%, para US$ 2.511 por tonelada; e o níquel tinha alta de 1,1%, para US$ 22.649 por tonelada. As informações são da Dow Jones.

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