Metais básicos avançam com apetite por risco

Níquel, estanho, chumbo e zinco fecharam em alta, enquanto alumínio registrou leve queda

André Lachini, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2010 | 17h36

O cobre ignorou os dados fracos de emprego nos Estados Unidos e um dólar mais firme e subiu para a máxima em três semanas na London Metal Exchange (LME). Traders disseram que a cobertura de posições vendidas, a diminuição das preocupações sobre problemas de dívidas na zona do euro e o aperto monetário na China levaram o cobre a subir, apesar de outro grande crescimento nos estoques do metal.

 

No fechamento da rodada livre de negócios (kerb) na LME, o cobre em contrato para três meses fechou em alta de 1,89%, avançando US$ 135 para US$ 7.260,00 a tonelada métrica, mas abaixo da máxima de US$ 7.336,00.

 

O níquel, o estanho, o chumbo e o zinco fecharam todos em alta, enquanto o alumínio fechou em leve queda. O contrato do chumbo subiu US$ 34 para US$ 2.319,00, enquanto o zinco avançou US$ 10 para US$ 2.310,00. O alumínio recuou US$ 7 para US$ 2.114,00, enquanto o níquel avançou US$ 315 para US$ 20,450,00 a tonelada. O estanho teve alta de US$ 180 para US$ 16.925,00.

 

O rali do cobre ocorreu apesar de outro grande incremento nos estoques, que subiram para sua máxima desde outubro de 2003.

 

Um forte fechamento amanhã poderá estender o rali do cobre para a próxima semana,  mesmo que o rali pareça não ter apoio dos fundamentos, disse um trader em Londres. "Se nós fecharmos acima de US$ 7.150, então vamos parecer fortes de novo. Eu me preocupo que isso seja algo passageiro".

 

Os traders não encontraram nenhuma razão para o rali desta semana, além de uma pequena melhora no apetite por risco dos investidores e o fato de que os comprados (que apostam na alta) podem ter pressionado os participantes de mercado que ficaram vendidos durante a correção em janeiro.

 

A ausência da China dos mercados financeiros, por causa do feriado do Ano Novo Lunar chinês, também levou a uma liquidez reduzida nas transações, o que exagerou os movimentos de preços, eles disseram.

 

Analistas no Barclays Capital observaram as modestas quedas nos estoques de níquel e estanho como evidência de que "a recomposição de estoques nos países da OCDE está em curso nesses metais, somada a condições de demanda robusta na Ásia".

 

Mas outros estão mais pessimistas. O analista de metais do Commerzbank, Daniel Briesemann, disse que os fundamentos para muitos dos metais permanecem fracos.

 

"Nós pensamos que os metais básicos deverão continuar sua tendência de baixa muito em breve. De um ponto de vista dos fundamentos, não existe nenhuma razão que possa justificar esses altos preços dos metais".

 

Os contratos futuros do cobre negociados na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), fecharam em alta após uma recuperação na metade da sessão, quando uma temporária derrapada do dólar ativou a caça por pechinchas, disseram analistas. O metal teve seus ganhos limitados quando o dólar se recuperou, mas eles permaneceram altos. O cobre, em contrato para maio, fechou com alta de US$ 0,0465 (1,43%), em US$ 3,3055 a libra-peso.

 

Os mercados futuros do ouro na Comex contiveram suas perdas e fecharam quase estáveis. A venda generalizada do metal foi provocada na madrugada pelo anúncio de venda de ouro do Fundo Monetário Internacional (FMI), feito na noite da quarta-feira, o qual criou mais tarde uma "grande oportunidade de compras", diz Daniel Pavilonis, estrategista sênior de mercado na Lind-Waldlock. Um fortalecimento do euro e um recuo no dólar americano também ajudaram o metal, ele disse. O ouro negociado na Comex, em contrato para abril, caiu US$ 1,40 (0,12%), fechando a US$ 1.118,70 a onça-troy.

 

As informações são da Dow Jones.

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