Metais básicos caem; cobre e ouro sobem

Cobre recebeu impulso da notícia de que as vendas mundiais da General Motors cresceram 12% em 2010

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

24 de janeiro de 2011 | 18h04

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em queda, com exceção do cobre e do estanho, que se valorizaram diante de dados positivos sobre as vendas de automóveis em 2010 e da fraqueza do dólar, que torna as commodities denominadas na moeda norte-americana mais baratas para os detentores de outras divisas.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME) o contrato do cobre para três meses fechou em alta de US$ 88,00, ou 0,93%, a US$ 9.529,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para março subiu US$ 0,0395, ou 0,92%, para US$ 4,3485 por libra-peso.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em queda de US$ 20,00, a US$ 2.405,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco recuou US$ 16,00, para US$ 2.302,00 por tonelada. O contrato do alumínio caiu US$ 6,00, para US$ 2.413,00 por tonelada. O contrato do níquel teve perda de US$ 10,00 e encerrou o dia a US$ 26.150,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 350,00 a US$ 28.090,00 por tonelada.

 

A ausência de indicadores macroeconômicos relevantes levou os participantes do mercado a buscarem no câmbio fatores que ditassem a direção dos preços. O dólar caía em relação a outras moedas e, pouco antes do fechamento do mercado de metais, recuava 0,2% ante o euro.

 

O cobre, que é amplamente utilizado em construções, eletrodomésticos e automóveis, também recebeu impulso da notícia de que as vendas mundiais da General Motors cresceram 12% em 2010 na comparação com o ano anterior, principalmente na China. A Toyota Motor registrou aumento de 8% nas vendas.

 

Analistas citaram também a explosão no principal aeroporto de Moscou como um fator de suporte para o cobre. "Embora o euro mais forte definitivamente tenha ajudado o cobre, também há a possibilidade de os investidores estarem buscando ativos considerados seguros diante da explosão em Moscou", afirmou o analista Robin Bhar, do Credit Agricole.

 

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para fevereiro negociado na Comex teve alta de US$ 3,50, ou 0,26%, para US$ 1.344,50 por onça-troy, impulsionado pela turbulência política na Irlanda e pelo aumento no volume de ouro detido pelo maior fundo do mundo baseado no metal. 

 

O metal também ganhou força por causa de uma entrada líquida de 20,34 toneladas - ou de 653.830 onças-troy - de ouro no SPDR Gold Shares (GLD), fundo que é negociado como uma ação em bolsa, sendo que cada ação representa uma certa quantidade de ouro que o fundo compra no mercado. As informações são da Dow Jones.

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