Metais básicos encerram a sexta-feira em queda

Na rodada livre de negócios da tarde da LME, o contrato do cobre para três meses caiu 0,65%, para US$ 7.252,00 por tonelada

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

20 de agosto de 2010 | 16h25

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em queda, sofrendo o impacto dos indicadores econômicos negativos divulgados recentemente em meio à escassez de notícias.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME), o contrato do cobre para três meses caiu US$ 48,00, ou 0,65%, para US$ 7.252,00 por tonelada, mas acumulou alta de 1,34% na semana. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para dezembro recuou US$ 0,0280, ou 0,84%, para US$ 3,3115 por libra-peso, com mínima de US$ 3,2705 e máxima de US$ 3,3485 ao longo da sessão, mas com ganho de 1,19% na semana.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em queda de US$ 49,00, a US$ 2.056,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco caiu US$ 32,00, para US$ 2.058,00 por tonelada. O contrato do alumínio recuou US$ 26,00, para US$ 2.040,00 por tonelada, enquanto o contrato do níquel perdeu US$ 290,00, para US$ 21.500,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em baixa de US$ 425,00, a US$ 20.650,00 por tonelada.

 

Segundo Craig Ross, vice-presidente da ApexFutures.com, os preços "ainda estão ligados aos dados fracos de ontem". Ontem indicadores mostraram um aumento no número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, uma contração na atividade industrial da região da Filadélfia e uma leitura mais fraca que a esperada no índice norte-americano de indicadores antecedentes medido pelo Conference Board. Hoje não foram divulgados indicadores relevantes nos EUA nem na Europa.

 

Alguns analistas disseram que o cobre recebeu um leve suporte do declínio de 1.800 toneladas nos estoques do metal na LME nesta sexta-feira.

 

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para dezembro perdeu US$ 6,60, ou 0,53%, para US$ 1.228,80 por onça-troy, com mínima de US$ 1.223,60 e máxima de US$ 1.235,60 por onça-troy durante o pregão. Na semana, o metal acumulou alta de 1,0%.

 

O declínio nos preços do ouro nesta sexta-feira, provocado pela realização de lucros, reverteu a tendência observada ao longo da semana, quando o metal teve valorização em meio a receios com o vigor da recuperação econômica. "O ressurgimento da incerteza em termos macroeconômicos reacendeu o interesse dos investidores (no ouro)", disseram analistas do Barclays Capital. As informações são da Dow Jones.

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