Metais básicos encerram em leve alta

Na LME, o contrato do cobre para três meses caiu 0,01%, a US$ 9.320,00 por tonelada

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado ,

28 de abril de 2011 | 15h50

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em leve alta, em sua maioria, recebendo suporte da fraqueza do dólar e em meio a um baixo volume de negócios na London Metal Exchange (LME), visto que amanhã e na segunda-feira os mercados não funcionarão no Reino Unido por causa de feriados.

Perto do horário de fechamento dos mercados de metais, o índice do dólar caía para 73,113, de 73,309 na quarta-feira. Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da LME, o contrato do cobre para três meses caiu US$ 1,00, ou 0,01%, a US$ 9.320,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da Nymex, o contrato do cobre para maio ganhou US$ 0,017, ou 0,40%, para US$ 4,2450 por libra-peso.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em queda de US$ 6,00, a US$ 2.491,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco avançou US$ 7,00, para US$ 2.247,00 por tonelada. O contrato do alumínio subiu US$ 24,00, para US$ 2.767,50 por tonelada. O contrato do níquel ganhou US$ 195,00 e encerrou a sessão a US$ 26.825,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 5,00, a US$ 32.000,00 por tonelada.

Os metais básicos devem continuar oscilando dentro de um intervalo nos próximos dias por causa de fatores conflitantes que estão dividindo o mercado, disse o analista Robin Bhar, do Credit Agricole.

"O movimento de queda deve ser limitado pela perspectiva de demanda sazonal, enquanto o de alta deve ser limitado por uma série de motivos - geopolítica, dívida soberana, preços altos do petróleo e aperto monetário", afirmou Bhar. Ele disse também que "a ampla liquidez, a fraqueza do dólar e o receio com a inflação e a depreciação são fatores de suporte aos preços no longo prazo".

No segmento dos metais preciosos, o contrato do ouro para junho negociado na Comex subiu US$ 14,90, ou 0,93%, para US$ 1.531,20 por onça-troy, enquanto o contrato da prata para maio fechou em alta de US$ 1,562, ou 3,40%, para US$ 47,52 por onça-troy. Os dois metais encerraram o dia em nível recorde depois de dados mostrarem que o ritmo de crescimento da economia dos EUA diminuiu no primeiro trimestre e em meio a expectativas de que o dólar permanecerá fraco no longo prazo por causa da política monetária frouxa do Federal Reserve.

Ontem, o presidente do banco central norte-americano, Ben Bernanke, reiterou que os juros permanecerão baixos por mais algum tempo e disse que a instituição continuará reinvestindo os rendimentos que obtém com bônus mesmo depois do fim do programa de compra de títulos. "O Fed deu sinal verde aos compradores de ouro e prata", disse Michael Gross, operador e analista de futuros da OptionSellers.com. "Vimos a euforia dos investidores hoje porque eles esperam a queda do dólar."

Além disso, o Departamento do Comércio dos EUA divulgou pela amanhã que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,8% no primeiro trimestre deste ano, em leitura preliminar - menos do que a expansão de 3,1% registrada no quarto trimestre do ano passado, mas em linha com as estimativas dos economistas.

"O dado fraco do PIB é um indício de que a economia está perdendo fôlego", disse Sterling Smith, analista da Country Hedging. "Isso gera a percepção de que teremos a continuidade das políticas monetárias frouxas como forma de estimular o desempenho econômico", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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