Metais básicos encerram em queda

Na rodada livre de negócios da tarde da LME o contrato do cobre para três meses 1,21%, para US$ 7.300,00 por tonelada

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

19 de agosto de 2010 | 15h13

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em queda, pressionados por dados que mostraram um aumento no número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, uma contração na atividade industrial da região da Filadélfia e uma leitura mais fraca que a esperada no índice norte-americano de indicadores antecedentes medido pelo Conference Board.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde daBolsa de Metais de Londres (LME, sigla em inglês), o contrato do cobre para três meses caiu US$ 90,00, ou 1,21%, para US$ 7.300,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para dezembro recuou US$ 0,0310, ou 0,92%, para US$ 3,3395 por libra-peso, com mínima de US$ 3,3150 e máxima de US$ 3,4100 ao longo da sessão.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em queda de US$ 18,00, a US$ 2.105,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco caiu US$ 44,00, para US$ 2.090,00 por tonelada. O contrato do alumínio recuou US$ 39,00, para US$ 2.066,00 por tonelada, enquanto o contrato do níquel perdeu US$ 60,00, para US$ 21.790,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 100,00, a US$ 21.075,00 por tonelada.

 

O índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia despencou para -7,7 em agosto, de 5,1 em julho, enquanto economistas

esperavam uma leitura de 7. Já o índice de indicadores antecedentes subiu 0,1% em julho, segundo o Conference Board, menos do que a alta de 0,2% estimada pelos economistas ouvidos pela Dow Jones.

 

Além disso, o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego cresceu 12 mil na semana até 14 de agosto, para 500 mil - o nível mais alto desde a semana encerrada no dia 14 de novembro de 2009, informou o Departamento de Trabalho dos EUA.

 

Um analista de Londres disse que o declínio nos preços dos metais foi relativamente modesto levando em consideração os indicadores negativos. Participantes do mercado destacaram que os bons fundamentos do mercado - incluindo a tendência de queda nos estoques - ajudaram a limitar o movimento de desvalorização.

 

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para dezembro subiu US$ 4,00, ou 0,32%, para US$ 1.235,40 por onça-troy, com mínima de US$ 1.229,50 e máxima de US$ 1.239,50 ao longo da sessão - nível mais alto desde 1º de julho. O avanço do ouro foi motivado pelos dados fracos sobre a economia dos EUA, que trouxeram à tona a aversão ao risco, fator que em geral oferece suporte aos metais preciosos.

 

"O ouro está se beneficiando porque as pessoas estão procurando refúgios", disse Bart Melek, estrategista global de commodities da BMO Capital Markets. As informações são da Dow Jones.

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