Metais básicos fecham em alta

Contratos futuros do cobre para três meses negociados na LME subiram 1,57%, para US$ 7.170,00 por tonelada

Ligia Sanchez, da Agência Estado,

28 de julho de 2010 | 17h08

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em alta, recebendo suporte dos comentários positivos publicados ontem pela China referentes a sua perspectiva de crescimento econômico, apesar dos dados desanimadores dos Estados Unidos divulgados hoje.

 

Os participantes do mercado afirmaram que as apostas eram de avanço nos preços depois que o Banco do Povo da China publicar em um comunicado, na terça-feira, que há pouco risco de um novo mergulho da economia do país e que a atual desaceleração é benéfica para o crescimento sustentável a longo prazo. "Comentários positivos da China sobre sua perspectiva de crescimento econômico e promessas de manter uma política monetária moderadamente frouxa ajudaram os metais a subir no overnight e até a tarde de hoje", comentou o analista Leon Westgate, do Standard Bank.

 

Analistas afirmaram que o relatório da China conseguiu ofuscar dados decepcionantes dos Estados Unidos anunciados hoje segundo os quais as encomendas de bens duráveis caíram 1,0% no país em junho. Foi o segundo mês consecutivo de queda.

 

Os contratos futuros do cobre para três meses negociados na London Metal Exchange (LME) subiram US$ 111,00, ou 1,57%, para US$ 7.170,00 por tonelada. Na divisão de metais Comex, da New York Mercantile Exchange (Nymex), o

contrato do cobre para setembro fechou em alta de US$ 0,0390, ou 1,22%, para US$ 3,2455 por libra-peso - maior preço de fechamento desde 3 de maio -, com máxima de US$ 3,2650 e mínima de US$ 3,1860.

 

Entre outros metais básicos, o chumbo fechou em alta de US$ 41,00, a US$ 2.017,00 por tonelada, e o zinco subiu US$ 45,00, a US$ 1.953,00 por tonelada. O alumínio ganhou US$ 12,00, encerrando a US$ 2.068,00 por tonelada, e o estanho avançou US$ 180,00, para US$ 19.500,00 por tonelada. O níquel teve queda de US$ 140,00, para US$ 20.405,00 por tonelada.

 

Embora alguns analistas tenham classificado os preços recentes dos metais básicos como irreais, alguns deles, como Robin Bhar, do Calyon Credit Agricole em Londres, veem potencial para mais avanços daqui para frente. Segundo ele, depois da publicação do resultado dos testes de estresse dos bancos europeus, os temores sobre a situação da zona do euro estão diminuindo e os investidores estão começando a buscar retornos mais altos em ativos de risco.

 

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para dezembro negociado na Comex - de maior liquidez - fechou em alta de US$ 0,60, ou 0,05%, a US$ 1.162,40 por onça-troy. O contrato com vencimento mais próximo, com entrega para agosto,

subiu US$ 2,40, ou 0,21%, para US$ 1.160,40 por onça-troy. O preço do metal, que ontem tocou o menor nível dos últimos três meses, teve uma leve recuperação devido a compras de pechinchas, mas segue pressionado pela redução na demanda por ativos considerados seguros. As informações são da Dow Jones.

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