Metais básicos fecham em alta

Na rodada livre de negócios da tarde, o contrato de cobre com entrega para três meses fechou em alta de 0,45%, a US$ 7.880,00 por tonelada

Cynthia Decloedt e Álvaro Campos, da Agência Estado,

23 de setembro de 2010 | 16h54

Os metais básicos fecharam em alta na Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês), com fatores relacionados ao estreitamento da oferta minimizando as preocupações relacionadas aos indicadores econômicos e ao enfraquecimento do euro frente ao dólar nesta quinta-feira.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde, o contrato de cobre com entrega para três meses fechou com ganho de US$ 35,00 (0,45%), a US$ 7.880,00 por tonelada na LME. O chumbo subiu US$ 51,00, a US$ 2.274,50 por tonelada. O zinco avançou US$ 60,00, a US$ 2.250,00 por tonelada. O alumínio teve alta de US$ 57,00, a US$ 2.292,00 por tonelada. O níquel subiu US$ 125,00, a US$ 22.700,00 por tonelada. O estanho avançou US$ 395,00, a US$ 23.695,00 por tonelada.

 

O cobre atingiu a máxima de US$ 7.909,00 próximo ao fechamento. "Diante da revisão em alta das estimativas para a demanda, junto com a queda nos estoques durante o verão (no Hemisfério Norte), o complexo dos metais, e o cobre em particular, deve registrar um bom desempenho até o final do ano", disse o analista do Barclays Capital, Kevin Norrish, em

seu relatório sobre as perspectivas para o quarto trimestre.

 

Norrish acrescentou previsões de que os estoques do cobre irão cair para níveis recorde de baixa no início de 2011, em consequência de aumento na demanda pela China. "Prevemos que a questão de queda nos estoques será um assunto dominante", disse.

 

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de cobre com entrega para dezembro, que é o mais negociado, fechou com ganho de US$ 0,0255 (0,72%), a US$ 3,5905 por libra-peso. A força do metal hoje, apesar de alguns dados macroeconômicos decepcionantes, mostra que os participantes do mercado estão focados em notícias específicas sobre o cobre e oscilações de câmbio, disse Gayle Berry, analista do Barclays Capital.

 

Com um crescimento desigual nos países desenvolvidos, analistas dizem que os traders estão contando com um forte consumo de cobre nos mercados emergentes para dar suporte aos preços.

 

Os estoques de cobre caíram 1.975 toneladas nos armazéns da LME ontem, para um total de 380.125 toneladas. Os

estoques de alumínio cederam 4,4 mil toneladas, para 4,374 milhões de toneladas, os de zinco recuaram 750 toneladas, para 619,3 mil toneladas, e os de chumbo caíram 625 toneladas, para 191,075 mil toneladas.

 

"Suspeitamos que os investidores na ponta de compra dos metais estejam se sentindo confortáveis nos últimos dias. A demanda chinesa está subindo, enquanto o governo do país desacelera a economia um pouco sem provocar impacto adverso no consumo de metal", disse o analista do MF Global, Edward Meir. Ele acredita que o cobre poderá testar a máxima de 2010, de US$ 8.010,00 a tonelada, mas não antes da semana que vem, quando os investidores chineses voltarem do mercado, após um feriado nacional no país, que começou ontem e termina amanhã.

 

Entre os metais preciosos, o ouro fechou em um novo recorde. Na Comex, os contratos com entrega para dezembro, que são os mais negociados, fecharam em alta de US$ 4,20 (0,33%), a US$ 1.296,30 por onça-troy. O contrato fechou em máximas recordes em seis das últimas oito sessões, impulsionado por especulações de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) vai injetar dinheiro no mercado para estimular o frágil crescimento econômico, uma medida que deve desvalorizar o dólar e aumentar o apelo do ouro como uma opção de ativo. As informações são da Dow Jones.

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