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Metais básicos fecham em alta

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde, os contratos de cobre com entrega para três meses ganharam 0,81%, a US$ 7.944,00 por tonelada na LME

Álvaro Campos, da Agência Estado,

24 de setembro de 2010 | 16h27

Os contratos da maioria dos metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) fecharam em alta, com o euro avançando em relação ao dólar e os mercados de ações registrando fortes ganhos. Traders e analistas dizem que os metais também estão recebendo suporte de contínuas quedas nos estoques e projeções melhores para as demandas.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde, os contratos de cobre com entrega para três meses ganharam US$ 64,00 (0,81%), a US$ 7.944,00 por tonelada na LME. O chumbo avançou US$ 21,50, para US$ 2.296,00 por tonelada. O alumínio teve alta de US$ 25,50, a US$ 2.317,50 por tonelada. O níquel subiu US$ 195,00, a US$ 22.895,00 por tonelada. Já o zinco teve leve queda de US$ 3,00, a US$ 2.247,00 por tonelada. O estanho perdeu US$ 95,00, a US$ 23.600,00.

 

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de cobre com entrega para dezembro, que é o mais negociado, fechou em alta de US$ 0,0275 (0,77%), a US$ 3,6180 por libra-peso, apenas US$ 0,02 abaixo do maior nível em dois anos. Os preços foram impulsionados por um aumento nas encomendas de maquinário, computadores e produtos metálicos nos EUA em agosto. Produtos elétricos e eletrônicos respondem por mais de 20% do consumo de cobre no país, "então, o fato de as encomendas estarem melhorando impede que o rali do cobre acabe", comentou Justin Lenon, analista de metais básicos da Mitsui Bussan Commodities.

 

Embora os estoques de cobre e níquel armazenados em galpões monitorados pela LME tenham registrado uma leve alta ontem, os estoques de outros metais continuaram a cair. Os estoques de cobre registraram um aumento de 100 toneladas, para 380.225 toneladas. "Mesmo assim os estoques de cobre ainda estão no caminho para encerrar a 31ª semana consecutiva de queda", disse John Meyer, analista da Fairfax.

 

Um rali do euro durante a sessão na Europa tornou os metais básicos, que são denominados em dólar, mais baratos para compradores que usam outras moedas. Isso ajudou a impulsionar o cobre para o maior nível intraday desde 15 de abril na

LME, a US$ 7.990,00 por tonelada. "O dólar voltou a cair fortemente hoje, após a recuperação de ontem. O euro atingiu hoje o maior nível em relação à moeda norte-americana desde 20 de abril", comentou Michael Hewson, analista da CMC Markets. Ele acrescentou que os mercados de ações europeus têm se mostrado "notavelmente resistentes".

 

As encomendas de bens duráveis nos EUA caíram 1,3% em agosto, segundo o Departamento de Comércio. Mas excluindo o setor de transportes, as novas encomendas subiram 2%. Além disso, investidores se focaram no fato de que as encomendas para bens de capital não ligados à defesa, excluindo aeronaves, subiram 4,1%. Para Gayle Berry, analista do Barclays Capital, o cenário básico para os metais permanece "amplamente encorajador".

 

Entre os metais preciosos, o ouro fechou em um novo nível recorde. Na Comex, os contratos com entrega para dezembro subiram US$ 1,80 (0,14%), para US$ 1.298,10 por onça-troy. Durante a sessão, o metal ultrapassou a marca de US$ 1.300,00 pela primeira vez na história, mas depois cedeu parte dos ganhos. Para Ralph Preston, analista sênior de mercado da Heritage West Financial, a incerteza nos mercados em todo o mundo continua a aumentar o apelo do ouro como uma opção de ativo. "O ouro só se fortalece", comentou. As informações são da Dow Jones.

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