Metais básicos fecham em alta

Na rodada livre de negócios da tarde da LME, o contrato do cobre para três meses subiu 1,40%, para US$ 8.063,00 por tonelada

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

29 de setembro de 2010 | 15h34

Os preços dos contratos futuros de metais básicos dos EUA fecharam em alta, impulsionados pela fraqueza do dólar - que torna commodities denominadas na moeda norte-americana mais baratas para os detentores de outras divisas - e por dados que mostraram uma aceleração no crescimento da atividade industrial chinesa.

 

Algumas horas antes do horário de fechamento dos mercados de metais, o euro subia para US$ 1,3604, de US$ 1,3590 na terça-feira, enquanto o dólar caía para 83,65 ienes, de 83,89 ienes ontem.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês), o contrato do cobre para três meses subiu US$ 112,00, ou 1,40%, para US$ 8.063,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile exchange (Nymex), o contrato do cobre para dezembro avançou US$ 0,0245, ou 0,67%, para US$ 3,6615 por libra-peso, com mínima de US$ 3,6195 e máxima de US$ 3,6735 ao longo da sessão. Em ambos os casos, os fechamentos foram os maiores dos últimos dois anos.

 

O cobre também recebeu suporte da notícia de que a Sterlite Industries, unidade da mineradora Vedanta Resources, terá de fechar uma fundição na Índia por violação de leis ambientais. Segundo o analista Edward Meir, da MF Global, se o cobre fechar acima de US$ 8.043,00 por tonelada por duas sessões consecutivas, pode haver um rompimento da resistência técnica.

 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em alta de US$ 19,00, a US$ 2.300,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco subiu US$ 8,00, para US$ 2.224,00 por tonelada. O contrato do alumínio avançou US$ 33,00, para US$ 2.341,00 por tonelada, enquanto o contrato do níquel ganhou US$ 155,00, para US$ 23.325,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 350,00, a US$ 24.325,00 por tonelada.

 

Mais cedo, o HSBC divulgou que seu índice dos gerentes de compras sobre a atividade industrial da China subiu em setembro para 52,9 - o maior nível em cinco meses -, de 51,9 em agosto. A leitura, superior a 50, indica expansão. A

China é o maior consumidor mundial de metais básicos.

 

Segundo o analista Nicholas Snowdon, do Barclays Capital, o mercado agora estará atento ao índice oficial dos gerentes de compras sobre a atividade industrial chinesa, que deve ser divulgado na sexta-feira. "Se ele sustentar o que foi indicado pelos dados recentes, será positivo para o complexo dos metais", acrescentou.

 

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para dezembro subiu US$ 2,00, ou 0,15%, para US$ 1.310,30 por onça-troy - um novo recorde de fechamento -, e ao longo da sessão registrou mínima de US$ 1.306,10 e máxima de US$ 1.314,80 - novo recorde intraday. "A demanda por parte dos investidores é grande", disse o analista Stephen Platt, da Archer Financial Services. "As pessoas ainda estão muito nervosas em relação a possíveis ações de afrouxamento quantitativo que provocariam inflação."

 

Os receios com a dívida soberana de alguns países da zona do euro também contribuíram para o avanço do ouro, que é considerado um ativo seguro. Nesta semana, a preocupação com o bloco europeu foi reforçada após a agência de classificação de crédito Moody's rebaixar a dívida do Anglo Irish Bank. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
metaisLMEcobreouro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.