Metais básicos fecham em alta

Na rodada livre de negócios da tarde na LME, os contratos de cobre fecharam com ganho de 0,96%, a US$ 8.339,00 por tonelada

Álvaro Campos, da Agência Estado,

20 de outubro de 2010 | 16h21

Os contratos de metais básicos negociados na Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês) fecharam em alta, impulsionados pela queda do dólar. Os investidores conseguiram absorver hoje o inesperado aumento nos juros da China divulgado ontem, que havia impulsionado a moeda norte-americana.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde na LME, os contratos de cobre com entrega para três meses fecharam com ganho de US$ 79,00 (0,96%), a US$ 8.339,00 por tonelada. O chumbo avançou US$ 50,00, para US$ 2.445,00 por tonelada. O zinco subiu US$ 47,00, a US$ 2.439,00 por tonelada. O alumínio teve leve alta de US$ 7,00, a US$ 2.362,00 por tonelada. O níquel registrou valorização de US$ 470,00, a US$ 23.945,00 por tonelada. E o estanho subiu US$ 875,00, para US$ 26.725,00 por tonelada.

 

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato de cobre mais negociado, com entrega para dezembro, fechou com ganho de US$ 0,0360 (0,96%), a US$ 3,7935 por libra-peso.

 

Participantes do mercado descreveram as oscilações dos metais ontem - quando o cobre caiu quase 3% na LME - como uma reação automática, e alguns afirmam que a decisão da China agora é vista pelo mercado como positiva para os ativos de risco. Inicialmente o mercado de metais básicos foi pressionado pelos receios de uma menor demanda por commodities no país, que é o maior consumidor de metais do mundo.

 

Mas o aumento nas taxas de depósito e de empréstimo na verdade reflete uma perspectiva sólida para a economia chinesa. "Durante a LME Week a maioria dos participantes do mercado expressou uma visão otimista sobre a perspectiva para o cobre, com o déficit na oferta e a queda nos estoques provavelmente impulsionando os preços para níveis recordes no ano que vem", disse Robin Bhar, analista da Calyon Crédit Agricole. "Como resultado, especuladores e investidores continuam a ser atraídos para posições compradas de cobre".

 

Hoje o Escritório Mundial de Estatísticas sobre Metais (WBMS, na sigla em inglês) divulgou que os mercados globais de cobre tiveram um déficit de 161 mil toneladas nos primeiros oito meses de 2010, em comparação com um pequeno superávit de 16 mil toneladas no mesmo período de 2009. "Os preços do cobre estão subindo fortemente desde o começo de junho, em parte devido a tendências do mercado mais amplo", comentou Stephen Briggs, analista do BNP Paribas. "Mas parece que os fundamentos do cobre têm progredido consideravelmente nos últimos meses, mais rápido do que nós esperávamos e acima da expansão da maioria dos outros metais básicos", completou.

 

Já no mercado de alumínio houve um superávit de 434 mil toneladas entre janeiro e agosto, o chumbo teve um superávit de 16,3 mil toneladas, o zinco teve superávit de 253 mil toneladas, o níquel teve déficit de 63 mil toneladas e o estanho teve déficit de 10,9 mil toneladas.

 

Enquanto isso, a LME informou hoje que aceitou uma recomendação do seu comitê executivo para que o mercado de contratos futuros de plásticos seja encerrado, já que não conseguiu atrair um interesse significativo desde o lançamento, cinco anos atrás.

 

Entre os metais preciosos, o contrato de ouro com entrega para dezembro negociado na Comex avançou US$ 8,20 (0,61%), para US$ 1.344,20 por onça-troy. Além da queda do dólar, o metal também foi impulsionado pelo aumento das especulações de que o Federal Reserve dos EUA deve adotar mais medidas de estímulo. A alta só não foi maior porque alguns investidores realizaram lucros, após seis semanas consecutivas de ganhos. "No último ano, o ouro se tornou um dos principais ativos que você precisa ter na sua carteira. Antes o ouro não fazia parte do dicionário dos fundos de hedge, por exemplo, e agora faz. E eles não vão recuar porque o ouro está oferecendo um retorno que outros setores da economia não oferecem", comentou Scott Meyers, analista sênior de negociação da Pioneer Futures, divisão da MF Global. As informações são da Dow Jones.

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