Metais básicos fecham em alta

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da LME, o contrato do cobre para três meses subiu 0,49%, para US$ 8.340,00 por tonelada

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

28 de outubro de 2010 | 17h03

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em alta, em sua maioria, após uma sessão volátil em que praticamente reagiram aos movimentos do mercado de câmbio e particularmente à fraqueza do dólar, que torna as commodities denominadas na moeda norte-americana mais baratas para os detentores de outras divisas.

Pela manhã, o euro subia 0,40% ante o dólar, que por sua vez caía 0,45% na comparação com o iene. Pouco antes do fechamento dos mercados de metais, no entanto, o euro acelerou a alta para 0,97% ante a moeda norte-americana, enquanto o dólar acentuou seu declínio ante o iene para 0,98%.

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês), o contrato do cobre para três meses subiu US$ 41,00, ou 0,49%, para US$ 8.340,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do cobre para dezembro avançou US$ 0,0120, ou 0,32%, para US$ 3,7875 por libra-peso, com mínima de US$ 3,7660 e máxima de US$ 3,8295 ao longo da sessão.

O mercado do metal está aguardando o resultado de uma consulta sindical sobre a proposta de reajuste salarial para os funcionários da mina de Collahuasi, no Chile, responsável por 10% da produção anual de cobre no país. A maior parte dos votos apurados até o momento indica que os trabalhadores não aceitaram o novo salário.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em baixa de US$ 39,00, a US$ 2.505,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco recuou US$ 17,00, para US$ 2.493,00 por tonelada. O contrato do alumínio subiu US$ 23,50, para US$ 2.346,50 por tonelada. O contrato do níquel ganhou US$ 295,00 e encerrou o dia a US$ 23.100,00 por tonelada, enquanto o contrato do estanho fechou em alta de US$ 200,00, a US$ 26.200,00 por tonelada.

No segmento de metais preciosos, o contrato do ouro para dezembro negociado na Comex subiu US$ 19,90, ou 1,50%, para US$ 1.342,50 por onça-troy, igualmente impulsionado pela fraqueza do dólar, já que também é denominado na moeda norte-americana, e por receios de que um eventual programa de estímulo à economia dos EUA por parte do Federal Reserve (Fed, banco central americano) possa incentivar a inflação no longo prazo.

"Certamente a fraqueza do dólar está impulsionado os metais hoje", mas "o ouro ainda está sendo favorecido por diversos fatores", disse Dave Meger, diretor de negociações de metais da Vision Financial Markets. "Ainda acreditamos que a liquidez continuará crescendo e que (o metal) continuará desempenhando o papel de ativo seguro e de proteção contra as oscilações no câmbio", acrescentou. As informações são da Dow Jones.

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