Metais básicos fecham em alta

Entre os metais preciosos, o ouro para fevereiro perdeu 0,41%, para US$ 1.341,00 por onça-troy, e acumulou queda de 1,43% na semana

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

21 de janeiro de 2011 | 18h38

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em alta, em sua maioria, impulsionados pelo declínio do dólar, que torna essas commodities mais baratas para os investidores que detêm outras moedas, e pelos balanços corporativos positivos divulgados recentemente, que fortaleceram a confiança na recuperação da economia. O mercado, no entanto, ainda segue pressionado pelo receio com um potencial aumento nas taxas de juro da China.

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME) o contrato do cobre para três meses fechou em alta de US$ 86,00, ou 0,92%, a US$ 9.441,00 por tonelada, mas caiu 2,16% na semana. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para março subiu US$ 0,0370, ou 0,87%, para US$ 4,3090 por libra-peso, mas perdeu 2,33% na semana.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em queda de US$ 12,00, a US$ 2.425,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco recuou US$ 12,00, para US$ 2.318,00 por tonelada. O contrato do alumínio subiu US$ 11,00, para US$ 2.419,00 por tonelada. O contrato do níquel teve ganho de US$ 390,00 e encerrou o dia a US$ 26.160,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 790,00 a US$ 27.740,00 por tonelada.

"Apesar dos recentes movimentos voláteis nos preços, os mercados de commodities ainda estão caracterizados por uma série de fundamentos que oferecem suporte", disse o analista Kerri Maddock, do Barclays Capital.

Apesar disso, segundo Xiao Fu, do Deutsche Bank, o complexo dos metais ainda pode enfrentar alguns problemas. "As tendências de forte crescimento e de inflação elevada na China sugerem uma probabilidade maior de controles sobre os preços e de respostas agressivas em termos de política macroeconômica."

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para fevereiro perdeu US$ 5,50, ou 0,41%, para US$ 1.341,00 por onça-troy, e acumulou queda de 1,43% na semana. O metal continua sendo pressionado por um aumento na procura por ativos considerados arriscados em meio aos sinais de recuperação da economia mundial.

"(O ouro) está se esforçando para manter seu valor em relação a outros mercados que aparentemente estão melhor posicionados em termos de oferta e demanda", disse Stephen Platt, analista da Archer Financial Services. As informações são da Dow Jones.

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