Metais básicos fecham em alta

Na rodada livre de negócios da LME, o cobre fechou em alta de 0,86%, a US$ 9.325,00 por tonelada

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado ,

26 de janeiro de 2011 | 17h07

Os contratos futuros dos metais básicos fecharam em alta, impulsionados por investidores que voltaram ao mercado após o declínio acentuado nos preços observado na sessão de terça-feira. Dados dos EUA que mostraram um aumento maior que o esperado nas vendas de imóveis residenciais novos também contribuíram para o avanço.

O Departamento do Comércio dos EUA divulgou que as vendas de imóveis residenciais novos subiram 17,5% em dezembro na comparação com o mês anterior, superando as expectativas de analistas, que previam aumento de 3,1%. O mesmo relatório, no entanto, mostrou que 2010 foi o pior ano para a indústria de construção desde 1963, quando esse tipo de dado começou a ser monitorado.

A leitura do mercado, no entanto, deu mais ênfase aos números positivos, o que ajudou o índice acionário Dow Jones a superar a barreira dos 12 mil pontos. Os metais básicos, de ampla aplicação industrial e utilizados também pelo setor de construção, em geral são beneficiados por esse tipo de movimento, já que os mercados acionários são considerados um espelho das condições econômicas.

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME) o contrato do cobre para três meses fechou em alta de US$ 80,00, ou 0,86%, a US$ 9.325,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para março subiu US$ 0,0410, ou 0,97%, para US$ 4,2670 por libra-peso.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em alta de US$ 39,00, a US$ 2.375,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco avançou US$ 57,00, para US$ 2.278,00 por tonelada. O contrato do alumínio subiu US$ 27,00, para US$ 2.387,00 por tonelada. O contrato do níquel teve ganho de US$ 575,00 e encerrou o dia a US$ 26.475,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 410,00 a US$ 28.600,00 por tonelada, embora ao longo da sessão tenha tocado o recorde de US$ 28.775,00 por tonelada.

Apesar disso, segundo o analista Edward Meir, da MF Global, "os mercados de commodities devem continuar relativamente contidos, visto que a pressão por um aumentos nos juros continua pairando sobre o sistema".

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para fevereiro negociado na Comex fechou praticamente estável, com alta de US$ 0,70, ou 0,05%, a US$ 1.333,00 por onça-troy. As informações são da Dow Jones.

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