Metais básicos fecham em alta em Londres

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde na LME, o contrato de cobre com entrega para três meses fechou em alta de US$ 170,00 (2,21%), a US$ 7.845,00 por tonelada

Álvaro Campos, da Agência Estado,

22 de setembro de 2010 | 15h55

Os contratos de metais básicos negociados na Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês) fecharam em alta. A queda generalizada do dólar beneficiou os mercados de commodities e fez com que o cobre subisse para o maior nível em cinco meses durante a sessão.

 

A moeda norte-americana recuou ante seus principais rivais após o Federal Reserve afirmar ontem que o ritmo da recuperação na produção e no mercado de mão-de-obra desacelerou nos últimos meses. O Fed também afirmou que está "preparado para fornecer uma acomodação adicional para dar apoio à recuperação econômica", mas não tomou nenhuma ação efetiva, por enquanto. A queda da moeda dos EUA torna os metais básicos, denominados em dólar, mais baratos para compradores que usam outras moedas.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde na LME, o contrato de cobre com entrega para três meses fechou em alta de US$ 170,00 (2,21%), a US$ 7.845,00 por tonelada. A máxima intraday foi de US$ 7.868,00, maior nível desde 16 de abril. O chumbo ganhou US$ 49,00, a US$ 2.223,50 por tonelada. O zinco subiu US$ 48,00, a US$ 2.190,00 por tonelada. O alumínio avançou US$ 60,50, a US$ 2.235,00 por tonelada. O níquel registrou valorização de US$ 225,00, a US$ 22.575,00 por tonelada. E o estanho teve ganho de US$ 350,00, a US$ 23.300,00 por tonelada.

 

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de cobre com entrega para dezembro, o mais negociado, fechou em alta de US$ 0,0840 (2,41%), a US$ 3,5650 por libra-peso. Após atingir a mínima de 2010, em junho, o metal já subiu 29%.

 

Em um relatório sobre sua previsão para o cobre no quarto trimestre, o RBC Capital Markets disse esperar que os estoques apertados continuem a dar suporte a novas altas nos preços. "Embora os chineses ainda sejam os maiores compradores mundiais de cobre, a demanda em outros países se recuperou fortemente em 2010, compensando um crescimento mais lento na China." Mesmo assim, as importações chinesas de cobre refinado tiveram uma alta de 22% em agosto, ante o mesmo mês de 2009.

 

Para Edward Meir, analista da MF Global, se o cobre fechar dois dias seguidos acima de US$ 7.800,00 por tonelada, o metal pode testar a máxima de 2010, de US$ 8.000,00 por tonelada.

 

Mas os metais básicos podem registrar certa volatilidade nas próximas sessões, porque os volumes estarão baixos devido a um feriado de três dias na China, apontam os analistas.

 

Hoje, os estoques de cobre armazenados em galpões monitorados pela LME aumentaram 2.075 toneladas, para 382.100 toneladas. Mesmo assim os estoques acumulam queda de 4% em setembro. No ano a perda é de 24%.

 

Segundo os analistas do RBC Capital Markets, a demanda global por cobre em 2010 deve registrar uma alta de 7% ante o ano anterior. Em 2011 o crescimento deve ser de 5,7%.

 

Entre os metais preciosos, os contratos de ouro com entrega para dezembro fecharam com ganho de US$ 17,80 (1,40%), a US$ 1.292,10 por onça-troy, um novo recorde. O ouro já fechou em máximas históricas em quatro das últimas cinco sessões. "Parecem existir poucos fatores que poderiam influenciar negativamente no mercado de ouro nos próximos meses", disse Anne-Laure Tremblay, analista do BNP Paribas. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
metaiscobreouro

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.