Metais básicos fecham em alta impulsionados pelo cobre e níquel

Indicadores positivos da China e sinais de crescimento nos EUA melhoram a confiança na recuperação da economia global

Suzi Katzumata, da Agência Estado,

30 de março de 2010 | 15h56

Os contratos futuros de metais básicos fecharam em alta na London Metal Exchange (LME), impulsionados pelos fortes ganhos do cobre e do níquel, com o primeiro alcançando seu nível mais alto desde agosto de 2008. Segundo participantes do mercado, a alta do cobre foi alimentada pela crescente demanda de investimento e compras técnicas.

 

Segundo traders, esses ganhos devem conduzir a uma alta adicional dos metais, uma vez que ocorreram em meio a um dólar mais forte e um desempenho desigual dos mercados de ações.

 

Os contratos de cobre para três meses subiram US$ 84,00 (1,08%) e fecharam a US$ 7.849,00 por tonelada no encerramento da rodada livre de negócios (kerb) da tarde. Os contratos de níquel para três meses avançaram US$ 355,00 (1,48%) e fecharam a US$ 24.350,00 por tonelada. Os contratos de estanho para três meses subiram US$ 340,00 (1,89%) e fecharam a US$ 18.365,00 por tonelada.

 

Uma firme série de indicadores econômicos positivos da China e sinais de crescimento nos EUA vem melhorando a confiança na recuperação da economia global, disse o analista de metais do Citigroup David Thurtell.

 

Além disso, os participantes do mercado com posições vendidas a descoberto provavelmente estão cobrindo suas posições antes da divulgação do relatório do mercado de mão de obra dos EUA nesta sexta-feira, disse Thurtell. Os analistas entrevistados pela Dow Jones preveem a criação de 200 mil vagas em março.

 

O cobre fechou acima dos níveis de resistência anteriores, de US$ 7.630 e US$ 7.800 por tonelada, o que fortalece a perspectiva técnica no curto prazo para o metal, segundo traders. Contudo, em termos de fundamento, a perspectiva é menos positiva. Os estoques continuam a cair, mas os prêmios no mercado físico continuam a diminuir e os compradores, especialmente na China, parecem estar bem abastecidos, disse um trader na Europa. "Eu penso que existe muito estoque lá na China", disse, acrescentando que o país importou muito mais do que os consumidores domésticos precisam.

 

Entre outros metais, os contratos de chumbo para três meses caíram US$ 16,00 e fecharam a US$ 2.135,00 por tonelada no kerb da tarde; os contratos de zinco para três meses avançaram US$ 47,00 e fecharam a US$ 2.379,00 por tonelada; os contratos de alumínio para três meses subiram US$ 10,50 e fecharam a US$ 2.293,00 por tonelada.

 

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os futuros de cobre deram continuidade aos ganhos de segunda-feira, alcançando os níveis mais altos desde a metade de 2008 em meio ao sentimento econômico positivo e declínio adicional dos estoques.

 

Os estoques de cobre nos armazéns da LME caíram em 625 toneladas métricas nesta terça-feira, para 514.900 toneladas métricas. Os mais recentes dados dos estoques nos armazéns da Comex, divulgados na segunda-feira, apontaram uma queda de 110 toneladas curtas para 101.336 toneladas curtas.

 

Os contratos de cobre para maio - os mais líquidos - avançavam US$ 0,0280 (0,79%) e fecharam a US$ 3,5635 por libra peso.

 

Os futuros de ouro negociados na Comex fecharam em baixa modesta pressionados pelo vigor do dólar. "Foi mais uma transação com base na moeda do que qualquer outra coisa", disse Bill O'Neill, da LOGIC Advisors. O dólar subiu em meio a um menor apetite por risco por parte dos investidores, o que prejudicou o ouro e as ações.

 

Os contratos de ouro para junho - os mais líquidos - caíram US$ 5,80 (0,52%) e fecharam a US$ 1.105,70 por onça-troy; os contratos de prata para maio - os mais líquidos - recuaram US$ 0,057 (0,33%) e fecharam a US$ 17,330 por onça-troy. As informações são da Dow Jones.

 

 

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