Metais básicos fecham em leve alta

Os metais básicos fecharam em alta modesta em Londres e em Nova York, enquanto o ouro estabeleceu novo recorde de fechamento na Comex (NY), refletindo a queda do dólar e a busca por segurança de investidores das bolsas. No fim do dia, o ouro para dezembro valia US$ 1.273,80 a onça troy, após subir 0,4%. Durante a sessão, o ouro foi até US$ 1.279,50 a onça-troy, máxima recorde intraday.

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

16 de setembro de 2010 | 15h40

 

Na Bolsa Mercantil de Londres (LME, na sigla em inglês), os metais oscilaram dentro da margem recente de negociação durante a maior parte da sessão, uma vez que os indicadores econômicos divergentes divulgados nesta manhã não ofereceram sinais conclusivos sobre a economia norte-americana. O volume de negócios também foi reduzido em Londres, em razão do feriado de três dias na China, a partir de quarta-feira da semana que vem.

 

Mas de modo geral os metais básicos encontraram suporte na alta do euro, que avançou até uma máxima em um mês contra o dólar. Em Nova York, os investidores citaram ainda a queda nos estoques do cobre nos armazéns da LME para justificar a alta, na esteira da divulgação ontem de retração nos estoques do metal na Comex.

 

O relatório do Departamento do Trabalho entusiasmou os investidores, ao mostrar queda na semana passada dos pedidos de auxílio-desemprego, mas o sentimento foi revertido após o Fed (Federal Reserve) da Filadélfia informar que o índice de atividade do setor de manufatura ficou levemente abaixo do esperado.

 

O contrato do cobre para três meses fechou em alta de 1,1% a US$ 7.696,00 a tonelada e o contrato do zinco para três meses encerrou o dia em alta de 0,1% a US$ 2.147,00 a tonelada. O contrato do chumbo subiu 1,5% para US$ 2.202,00 a tonelada. Na Comex, o contrato para dezembro de cobre subiu 0,8% e fechou em US$ 3,4935 por libra peso.

 

Os estoques de cobre em Londres caíram 2.350 toneladas para 387.150 toneladas; na Comex, os estoques cederam 520 toneladas, para 90.849 toneladas.

 

O mercado de zinco global registrava um superávit de 151 mil toneladas métricas nos primeiros sete meses do ano, segundo informou o Grupo Internacional de Estudo de Chumbo e Zinco. O mercado refinado global de chumbo registrava superávit de 52 mil toneladas no mesmo período.

 

Em um relatório, os analistas do Barclays Capital disseram que o cobre e o estanho têm o maior potencial de alta nos preços, já que há registro de problemas em minas de ambos metais. "Esperamos que o cobre opere em média a US$ 8.000,00 a tonelada no quarto trimestre", afirmou o Barclays. As informações são da Dow Jones.

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