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Metais básicos fecham em leve queda

Na rodada de livres de negócios da tarde, os contratos de cobre com entrega para três meses fecharam em queda de 0,06%, a US$ 7.715,00 por tonelada

Álvaro Campos, da Agência Estado,

20 de setembro de 2010 | 16h09

Os contratos de metais básicos negociados na Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês) fecharam em leve queda, na sua maioria. Além de um indicador negativo no setor imobiliário dos EUA, os investidores ajustaram suas carteiras antes da importante reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano) amanhã.

 

Na rodada de livres de negócios da tarde, os contratos de cobre com entrega para três meses fecharam em queda de US$ 5,00 (0,06%), a US$ 7.715,00 por tonelada. O chumbo perdeu US$ 7,00, a US$ 2.195,00 por tonelada. O níquel teve retração de US$ 150,00, a US$ 23.050,00 por tonelada. O estanho recuou US$ 150,00, para US$ 23.450,00 por tonelada. Já o alumínio ganhou US$ 14,50, a US$ 2.194,50 por tonelada. O zinco subiu US$ 27,00, para US$ 2.178,00 por tonelada.

 

Para Edward Meir, analista da MF Global, o fato de o zinco e o alumínio terem fechado acima do nível de resistência de US$ 2.170,00 por tonelada pode levar a mais ganhos nos próximos dias e a um teste da marca de US$ 2.250,00.

 

Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato de cobre com entrega para dezembro, que é o mais negociado, fechou em queda de US$ 0,0175 (0,50%), a US$ 3,5045 por libra-peso. Na semana passada, o cobre tinha atingido o maior nível desde abril, com a forte demanda de países emergentes superando os receios sobre a recuperação dos EUA.

 

Participantes do mercado relataram uma significativa volatilidade durante a sessão de hoje na LME. Para Robin Bhar, analista do Calyon Crédit Agricole, alguns investidores preferiram realizar lucros antes da reunião do Comitê de Mercado Aberto do Fed (Fomc), quando espera-se que o banco central dê pistas sobre possíveis novas medidas de afrouxamento quantitativo.

 

O euro também recuou em relação ao dólar durante a tarde na Europa, o que fez com que os metais básicos e preciosos caíssem. Mais cedo na sessão, o cobre chegou a ser negociado a US$ 7.812,00 por tonelada, o maior preço em quase cinco meses, com o dólar caindo em relação aos seus principais rivais.

 

Enquanto isso, o índice de atividade da Associação Nacional dos Construtores Residenciais (NAHB, na sigla em inglês)

permaneceu estável em setembro, em 13, aumentando os receios sobre a recuperação econômica dos EUA. Analistas esperavam que o indicador subisse para 14. Um número abaixo de 50 significa que as construtoras estão pessimistas sobre o setor. "Embora o dado tenha tirado um pouco da força dos metais básicos, ele não era totalmente inesperado", comentou Bhar.

 

Separadamente, o Birô Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês), determinou que a recessão dos EUA, iniciada em dezembro de 2007, terminou em junho de 2009. Apesar de o dado ter impulsionado a alta das bolsas, ele não foi suficiente para compensar a série recente de dados econômicos divergentes, que sugere que os EUA e a Europa não vão liderar o crescimento no consumo de metais industriais. O cobre é sensível a ciclos econômicos e às projeções para o setor imobiliário porque é amplamente utilizado em construções e indústrias manufatureiras.

 

Contínuas quedas nos estoques de cobre têm dado suporte aos preços do metal, e alguns analistas preveem um déficit em 2011. Os estoques de cobre armazenados em galpões monitorados pela LME caíram hoje em 1.700 toneladas, para 382.500 toneladas. Os estoques já tiveram uma redução de 4% em setembro. No acumulado deste ano, a queda é de

24%. O dado mais recente sobre os estoques na Comex, divulgados na última sexta-feira, mostraram uma queda de 356 toneladas curtas, para 89.416 toneladas curtas.

 

Entre os metais precisos, o ouro quebrou o recorde de fechamento pela terceira sessão consecutiva. Os contratos mais negociados, com entrega para dezembro, subiram US$ 3,30 (0,26%), e fecharam a US$ 1.280,80 por onça-troy na Comex. O ouro também atingiu um novo recorde intraday, de US$ 1.285,20. "O ouro está desafiando a gravidade", disse Ralph Preston, analista sênior de mercado da Heritage West Financial. Ele acrescentou que o metal continua a ser impulsionado pela persistente incerteza e aversão ao risco, enquanto a recuperação nos EUA e na Europa desacelera. "O mercado parece pronto para superar o nível de US$ 1.300,00 por onça-troy", disse Scott Meyers, analista sênior da Pioneer Futures. As informações são da Dow Jones.

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