Metais básicos fecham em queda

Na rodada livre de negócios da tarde da LME, o contrato do cobre para três meses fechou me queda de 0,07%, a US$ 7.100 por tonelada

Ligia Sanchez, da Agência Estado,

25 de agosto de 2010 | 16h36

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos reduziram as perdas ao longo da sessão, mas ainda assim fecharam em queda, devido aos dados econômicos negativos vindos dos Estados Unidos, que mostraram um declínio nas vendas de imóveis residenciais novos e um crescimento abaixo do esperado nas encomendas de bens duráveis do país.

 

Na rodada livre de negócios da tarde da Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês), o contrato do cobre para três meses fechou me queda de US$ 36,00, ou 0,07%, a US$ 7.100 por tonelada, acima das médias de negociação dos últimos 100 e 200 dias, embora ao longo do pregão tenha atingido o menor nível desde 27 de julho. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do cobre para dezembro recuou US$ 0,0305, ou 0,94%, para US$ 3,2315 por libra-peso, com mínima de US$ 3,2000 e máxima de US$ 3,2800 ao longo da sessão.

 

Entre outros metais básicos, o contrato do zinco caiu US$ 26,00, para US$ 1.964,00 por tonelada. O contrato do níquel perdeu US$ 520,00, para US$ 20.080,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em baixa de US$ 50,00, a US$ 20.350,00 por tonelada. O contrato do alumínio caiu US$ 25,00, para US$ 2.003 por tonelada, enquanto o contrato do

chumbo para três meses recuou US$ 51,00, para US$ 1.961,00 por tonelada.

 

Os fracos dados dos EUA formaram uma perspectiva pessimista para a economia. As vendas de imóveis residenciais novos em julho caíram 12,44%, para 276 mil, nível mais baixo desde 1963 e muito abaixo das expectativas de 333 mil. As encomendas de bens duráveis em julho subiram 0,3%, ritmo mais lento do que a previsão de 2,8% de crescimento. Os números levantaram preocupações de que tanto consumidores como empresas estão cortando gastos.

 

"Investidores estão perdendo confiança quanto à recuperação da economia global", afirmou o analista de metais Daniel Briesemann, do Commerzbank. Ele prevê que o cobre cairá para US$ 6.600 por tonelada no terceiro trimestre com a desaceleração da economia global.

 

A mineradora BHP Billiton afirmou que a perspectiva de curto prazo para as commodities está mista. Em seu balanço financeiro do ano fiscal 2010 (encerrado em junho), a companhia apontou que a austeridade orçamentária na Europa irá, inevitavelmente, coibir o crescimento e previu que a demanda continuará forte para metais como o cobre, já que os estoques não estão em níveis altos.

 

No segmento dos metais preciosos, o contrato do ouro para dezembro negociado na Comex subiu US$ 7,90, ou 0,64%, para US$ 1.241,30 por onça-troy, com investidores recorrendo ao metal em meio à busca por ativos seguros por causa dos indicadores econômicos fracos dos EUA, segundo analistas. As informações são da Dow Jones.

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