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Metais básicos fecham em queda

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde, o contrato de cobre com entrega para três meses recuou US$ 39,00, a US$ 7.905,00 por tonelada na LME

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

27 de setembro de 2010 | 16h11

Os contratos futuros dos metais básicos negociados na Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês) fecharam em queda, na sua maioria, pressionados principalmente pela negociação dos metais na China e a queda das bolsas.

 

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde, o contrato de cobre com entrega para três meses recuou US$ 39,00, a US$ 7.905,00 por tonelada na LME. O chumbo perdeu US$ 27,00, para US$ 2.269.00 por tonelada. O zinco teve leve queda de US$ 39,50, a US$ 2.207,50 por tonelada. O alumínio cedeu US$ 25,50, a US$ 2.292,00 por tonelada. Já o níquel subiu US$ 195,00, a US$ 23.090,00 por tonelada, enquanto o estanho avançou US$ 50,00, a US$ 23.650,00.

 

"Nós tivemos ganhos esperados no overnight nos mercados de metais de Xangai, enquanto os mercados chineses equipararam-se à LME depois de ficarem fechados por três dias", disse Edward Meir, analista de metais de MF Global. "No entanto, os preços na LME estão divergentes no momento e, pelo menos até agora, não conseguiram basear-se nos fortes ganhos da semana passada."

 

Os metais básicos registraram alta acentuada na semana passada, puxados pelo enfraquecimento do dólar em relação as demais moedas, o que tornou os metais denominados na divisa americana mais baratos para compradores que utilizam outras moedas. A alta das bolsas na semana passada também forneceu suporte para os preços dos metais. Mas até agora nesta semana, os mercados acionários estão recuando na Europa, enquanto o preço do petróleo está caindo em Nova York, pressionando ainda mais os preços dos metais, disseram os participantes do mercado.

 

Um corretor baseado em Londres prevê que os preços dos metais deverão ficar dentro da atual faixa de negociação no curto prazo, com pouco ímpeto para alcançarem novas máximas. No longo prazo, porém, os preços deverão começar a se mover para cima, na sequência de uma pequena consolidação.

 

O Barclays Capital continua otimista sobre os preços dos metais e a demanda no quarto trimestre deste ano, particularmente para o cobre e o estanho, cuja oferta permanece apertada.

 

Um operador de Londres afirmou que o volume negociado e os movimentos de preços deverão permanecer fracos, visto que muitos investidores na China se preparam para o feriado de uma semana do Dia Nacional, que começará na próxima sexta-feira.

 

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os preços do cobre recuaram, refletindo o interesse de compra decepcionante dos traders no mercado de metais em Xangai, na China, e o desempenho sem brilho

de outras commodities. O contrato de cobre com entrega para dezembro, que é o mais negociado, fechou em queda de US$ 0,0210 (0,58%), a US$ 3,5970 por libra-peso.

 

Entre os metais preciosos, os contratos futuros do ouro registraram ganhos marginais e fecharam em um novo nível recorde na Comex, enquanto a prata atingiu a máxima em quase 30 anos. Os metais foram impulsionados pelas expectativas de que o Fed anunciará novas medidas para impulsionar a economia norte-americana e as preocupações sobre as dívidas soberanas da Europa.

 

O contrato do ouro com entrega para dezembro, o mais negociado, subiu US$ 0,50 (0,04%), para US$ 1.298,60 por onça-troy, marcando o oitavo recorde consecutivo de fechamento do metal. O contrato da prata para dezembro, o mais negociado, alcançou US$ 21,645 por onça-troy, seu nível mais alto intraday desde março de 2008, e fechou com alta de US$ 0,072 (0,33%), a US$ 21,471 por onça-troy. O contrato da prata para setembro, menos negociado, subiu US$ 0,072 (0,33%), para US$ 21.455, após alcançar US$ 21,570, o nível mais alto desde outubro de 1980. As informações são da

Dow Jones.

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