Metais básicos fecham em queda

Na LME, o contrato do cobre para três meses fechou em baixa de 2,24%, a US$ 9.355,00 por tonelada

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

20 de janeiro de 2011 | 17h24

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em baixa, pressionados por receios de que a China, maior consumidor mundial dessas commodities, precisará aumentar as taxas de juro para conter um superaquecimento da economia.

A China divulgou que a economia do país cresceu 10,3% no ano passado - mais que o previsto -, ante uma expansão de 9,2% verificada em 2009. Já o índice de preços ao consumidor do país acumulou alta de 3,3% em 2010, após uma deflação de 0,7% observada um ano antes. A inflação ficou 0,3 ponto porcentual acima da meta do banco central, trazendo novamente à tona expectativas de aumento nos juros chineses.

"O número mais forte que o esperado sobre o Produto Interno Bruto da China tirou um pouco do brilho das commodities e especificamente dos preços dos metais. O cobre recuou por causa dos receios com a possibilidade de mais apertos monetários", disse o analista Michael Hewson, da CMC Markets. A China é a maior consumidora de metais do mundo e responde por aproximadamente 40% da demanda mundial por cobre.

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME) o contrato do cobre para três meses fechou em baixa de US$ 215,00, ou 2,24%, a US$ 9.355,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para março caiu US$ 0,0980, ou 2,24%, para US$ 4,2720 por libra-peso.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em queda de US$ 94,00, a US$ 2.437,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco recuou US$ 59,00, para US$ 2.330,00 por tonelada. O contrato do alumínio caiu US$ 22,00, para US$ 2.408,00 por tonelada. O contrato do níquel teve ganho de US$ 100,00 e encerrou o dia a US$ 25.770,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 100,00 a US$ 26.950,00 por tonelada.

O fortalecimento do dólar ante o euro também contribuiu para o declínio nos preços dos metais. Pouco após o fechamento do mercado, a moeda europeia operava a US$ 1,3453, de US$ 1,3474 ontem.

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para fevereiro negociado na Comex fechou em baixa de US$ 23,70, ou 1,73%, a US$ 1.346,50 por onça-troy, pressionado pelo declínio maior que o esperado no número de pessoas que entraram com pedido de auxílio-desemprego nos EUA na semana passada. O dado, que sinaliza melhora na economia norte-americana, levou alguns investidores a migrarem do metal para ativos considerados mais arriscados.

O ouro também foi pressionado pela perspectiva de juro mais alto na China. "Houve uma reação mista aos indicadores da China, com algumas pessoas entrando e outras saindo do mercado", afirmou o analista James Moore, da FastMarkets.com. "Tivemos realização de lucros de pessoas que acreditam em potenciais medidas do Banco da China para esfriar a economia", acrescentou.

Juros mais altos prejudicariam as commodities de forma geral, já que esses ativos tendem a operar como moedas alternativas em ambientes de juro baixo. As informações são da Dow Jones.

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