Metais básicos fecham em queda

Na LME, o cobre fechou em baixa de 1,41%, a US$ 10.011,00 por tonelada, mas durante a sessão tocou o recorde de US$ 10.190,00 por tonelada

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado ,

15 de fevereiro de 2011 | 18h41

Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em queda, pressionados por receios com a possibilidade de mais aumentos nas taxas de juros da China após dados mostrarem que a inflação ao produtor do país ficou acima do esperado em janeiro. Dados sobre a inflação no Reino Unido também pesaram. O estanho foi a exceção, encerrando o pregão em alta após atingir um novo recorde intraday.

Dados divulgados pelo governo da China mais cedo mostraram que a inflação ao produtor do país foi de 6,6% em janeiro na comparação com igual período do ano passado. Economistas esperavam inflação de 6,3%. Já o índice de preços ao consumidor chinês subiu 4,9%, na mesma base de comparação, menos do que o avanço de 5,4% esperado por analistas.

"Embora o aumento no índice de preços ao consumidor da China tenha sido menor que o esperado, duvidamos que isso mudará a postura de aperto monetário das autoridades daqui para frente", disse o analista da MF Global, Edward Meir, em uma nota aos clientes.

No Reino Unido, a inflação ao consumidor subiu 4,0% em janeiro na comparação com igual mês de 2010. A meta de médio prazo do Banco da Inglaterra para a inflação é de 2,0%.

Na rodada livre de negócios (kerb) da tarde da London Metal Exchange (LME) o contrato do cobre para três meses fechou em baixa de US$ 144,00, ou 1,41%, a US$ 10.011,00 por tonelada, mas durante a sessão tocou o recorde de US$ 10.190,00 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do cobre para março caiu US$ 0,0925, ou 2,00%, para US$ 4,5360 por libra-peso, embora tenha atingido o recorde intraday de US$ 4,6495 por libra-peso.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o contrato do chumbo para três meses fechou em queda de US$ 9,00, a US$ 2.630,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco recuou US$ 30,00, para US$ 2.490,00 por tonelada. O contrato do alumínio caiu US$ 10,00, para US$ 2.504,00 por tonelada. O contrato do níquel perdeu US$ 155,00 e encerrou a sessão a US$ 28.740,00 por tonelada. O contrato do estanho fechou em alta de US$ 50,00 a US$ 32.500,00 por tonelada.

Durante a sessão, o estanho atingiu o preço recorde de US$ 32.799,00 por tonelada, que equivale a um aumento de 22% na comparação com o valor do metal no início deste ano. O banco francês Natixis afirmou que, em 2011, deve haver um déficit de 16 mil toneladas no mercado de estanho, mas calculou que o preço do metal neste ano deve ficar perto de US$ 29 mil por tonelada.

"Isso reflete nossa preocupação com a possibilidade de o preço do estanho estar particularmente vulnerável a retrocessos econômicos por causa do amplo grau de expectativas" do mercado, afirmaram os analistas do Natixis. Entre os "retrocessos econômicos", estão eventuais medidas de aperto monetário.

No segmento dos metais preciosos, o contrato do ouro para abril negociado na Comex subiu US$ 9,00, ou 0,66%, para US$ 1.374,10 por onça-troy, impulsionado por receios com a inflação no Reino Unido e na China.

"É apenas uma questão de tempo, num ambiente de juros baixos como esses, que a inflação surja com sua cabeça feia", disse Matt Zeman, diretor de negociações da LaSalle Futures. "Isso vai levar as pessoas a buscar um hedge contra a inflação e elas migrarão para ativos tangíveis como petróleo e ouro." As informações são da Dow Jones.

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